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A ESTRELA - um conto descaradamente inverossímil

Ao olhar o céu naquela noite de verão, não esperava nada mais do que ver algumas estrelas aqui, outras ali, como de costume. Conhecia a posição de cada uma delas em cada data e horário do ano, mas naquela noite havia uma outra estrela completamente diferente dançando para ele.
Dançando?
Sim! E seu movimento era muito rápido, descrevendo vários desenhos imaginários no céu.
Nada que voasse e que ele conhecesse se parecia com aquilo.
Depois de alguns minutos naquela dança frenética, ela começou a aproximar-se num movimento rápido e retilíneo em sua direção. Ele não se apavorou!
Como estava ficou, ali, paralisado por uma luz brilhante que envolvia tudo ao seu redor.
Escutou algo que ele mesmo definiu como um “estranho silêncio barulhento” que, de alguma forma, se comunicava com ele. Agora, era seu pensamento quem falava e escutava também.
Olhou a sua volta para certificar-se de que não havia ninguém por perto e ter certeza de que estava mesmo sendo abduzido.
A luz brilhante apagou-se de repente, uma leve brisa soprou, uma placa indicativa de trânsito caiu ao seu lado, ele percebeu que não estava mais em casa.
Confuso, pensou estar em outro planeta.
Mas a sua volta, tudo o que ele sempre havia visto durante toda sua vida, casas, ruas, árvores, postos de gasolina e sinais de trânsito, estavam ali no mesmo lugar de sempre.
Achou muito estranho tudo aquilo parecer-se tanto com a terra.
Como nunca havia estado ali antes, deduziu que estava em outro planeta. O que era lógico para ele.
“Vou tentar fazer amizade” – foi seu primeiro pensamento.
Entrou numa lojinha de roupas de aluguel e, para sua surpresa, encontrou seu primeiro alienígena. O vendedor estava fantasiado de ET, promovendo a noite das bruxas naquele mesmo dia, no clube da cidade. Sua fantasia fazia parte do marketing de vendas.
Sua primeira barreira seria a língua.
Pensou que seria melhor se comunicar por sinais, e assim o fez.
O vendedor achando que se tratava de um surdo-mudo, fazia uma força descomunal para tentar entendê-lo.
E, junto com os sinais, ele dizia algumas coisas, de um jeito bem arrastado:
- Queeeeroooo faaaaalaar commmm o seuu cheeeeefe!
O vendedor – com pena do mudinho – respondeu:
- Eeeeuuuuu souuuu o gereeeennnte aquiiiii!
O espanto foi acompanhado com um salto para trás e um pensamento martelando sua cabeça: “Ele fala a minha língua?”
Deu um grito no meio da loja; - Você fala a minha língua?
O vendedor retirou imediatamente a máscara, dizendo:
- Claro que falo, moro na mesma cidade que você!
Meia hora depois, ele, desolado, tentava explicar que pensou ter sido abduzido por um disco voador e que estaria agora em outro planeta. Envergonhado saiu da loja de cabeça baixa e nem viu um estranho objeto luminoso estacionado ao lado da lojinha de fantasias. Foi-se!
Dentro da loja o ET retira a roupa falsa de humano que havia comprado em uma loja de bugigangas em seu planeta e fala com um de seus companheiros, escondido atrás do balcão.
- Jlskhfh kjhsl lksfhsfsdfçsdjfhf khglglgk!*
- oiutytoiur vgjhgf otrtoypt!




* Quase fomos descobertos dessa vez!
** Tome mais cuidado daqui pra frente!
Alexandre Costa
Enviado por Alexandre Costa em 09/11/2006
Código do texto: T286348
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Sobre o autor
Alexandre Costa
Santos - São Paulo - Brasil
64 textos (1858 leituras)
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Alexandre Costa