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conto erótico 107

24/7
Escreves com correcção, se observada na oralidade poderíamos dizer teres uma pronúncia correcta. Foi o que achei, podendo dizer ter sido a "primeira impressão". Quando ela se repete, como é o caso, posso dizer "gosto do teu modo de falar"... seguro e tranquilo. Como (com o) que acabo de escrever, entrei na classificação: no juízo, e, ajuizar, é o exercício superior dum grau de consciência sobre o que nos é dado conhecer, pressupõe a capacidade de decidir.
Certo, é o tipo de decisão que nos ocorre de forma mais imediata, instintiva, é a tal "primeira impressão". Depois é como escreves «escrever até que não é difícil. Agora achar que o texto ficou bom e que pode ser exposto... aí é que entra a loucura em ação», pela "ação" a tua pronúncia... é brasileira.
Estamos a conhecer-nos, se por um lado agradeces o incentivo eu só posso devolver ao partilhá-lo... o mesmo agradecimento. O como e o porquê, nesta evidência de quem procura mostrar o que faz fazendo, a escrita procurando ser um - pôr por - escrito, um escrito. Havendo uma definição de escrito muito interessante «(no pl.) pedaços de papel branco colocados em portas ou janelas, para indicar que uma casa está para arrendar», ideia que me persegue quando escrevo... um escrito.
Sem qualquer juízo prévio... heis-me a escrever... um escrito, um conto. Já com história, que lhe atribuo começando no nome, onde o nosso encontro remete para uma ficção outra. A vida ontem ou de outrem, a mesma e diferente, porque... outra. E, no entanto, na mesma... continuemos um narrativo percurso, narrar "ativo":
«Casamento é uma armadilha com a qual é preciso tomar cuidado. A gente se casa porque está apaixonado, porque quer "assentar" na vida, porque quer ter filhos ou por todas essas coisas. Só que conviver 24/7 com uma pessoa é uma tarefa muito complicada, ainda mais quando envolve amor, sexo e divisão de dinheiro (não necessariamente nessa ordem).»,
http://www.digestivocultural.com/colunistas/coluna.asp?codigo=1683.
Vinte e quatro horas por dia/ sete dias por semana, como se todo o tempo fosse tempo com o outro: é-o! Não há palavras para explicar a realidade, efectivamente a realidade é mesmo sem palavras. Se a maior parte do tempo o tempo é como o ar que respiramos, quando o ar falta ou o tempo escasseia, a ideia é um todo! O nosso tempo com alguém, é o tempo desse alguém em nós: "nó cego"!
O facto de gostar que as estórias façam sentido, o sentido desta estória é a dos "contos eróticos" que comecei a escrever: a escrita e a leitura, a leitura do real... o areal das palavras onde a vida é o mar e o mar amar: a nossa onda é sempre a última e a próxima, a que chegou antes, a que está a chegar... a seguir.
A história destes contos é o que te conto enquanto espero o final da página, seja dizer o verso da folha... Quer isto dizer... uma coisa que acredito, uma crença simples, observação quase infantil: tu és a minha mãe porque eu sou o teu pai!
Quando temos de dar um final às coisas, os paradoxos não são paradoxais, parecem naturais como a sua sede... O que me faz voltar ao teu email e à história da nossa correspondência, quem escreve escreve-se. Como se continua esta história? Esta estória não tem a veleidade de ser vela de barco, apenas o pavio aceso da escrita!
Hoje estou há espera doutro email, uma outra história sem estória. Suficientemente boa para a meter nesta estória, acrescentando mais um ponto neste ponto, neste conto... ponto(s)!
Às vezes o espaço parece muito grande, outras vezes o mesmo espaço parece muito pequeno. Quem sabe todos os números por escrever destes contos não sejam novos contos ainda por escrever... entre nós? Os entrenós, nas plantas, correspondem a novos crescimentos, assim se conta cada conta deste colar...
Francisco Coimbra
Enviado por Francisco Coimbra em 12/08/2005
Reeditado em 13/04/2006
Código do texto: T42162
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Sobre o autor
Francisco Coimbra
Portugal
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