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O Quinto Homem - 14 parte - a saga continua (atendendo a pedidos)


23:15
Bairro Agronômica, Residência de Giovana.


Chegou na casa de Giovana.
Todas as luzes acesas. Estranhou.
Estacionou no pátio, e viu os pais da moça, saírem ao seu encontro.
A mãe gesticulava muito, o pai vinha atrás,  também nervoso.
Marcelo sentiu que algo havia acontecido.
Olhou em volta e  não viu o Fiat.
---- O que está fazendo com o carro da minha filha? - o velho gritou.
---- Cadê ela? - a velha vinha soluçando.
Marcelo  não conseguiu entender o que estava acontecendo.
----- Seu Marcelo, por favor, cadê nossa filha? - a mãe aflita lhe perguntou colocando as mãos em seu peito.
----  Não sei!! Ela  não veio pra casa? - começou a ficar preocupado também.
----  Não! Só na hora do almoço, comeu um pouquinho e se mandou. Disse que tinha um serviço pra fazer pro senhor, na biblioteca. Por favor, seu Marcelo, o que aconteceu com ela? - era o velho agora que falava.
---- Mas... mas.. gente, eu  não tô entendendo nada. Eu me despedi dela no escritório, ainda de manhã.
--- E o carro dela? Porque o Sr. está com o carro dela?
Um saco esse negócio de senhor.
--- É uma história longa, mas agora eu  também fiquei preocupado.
Será  que o carro tinha dado problema?
Mas então por que essa demora toda? Se tivesse dado problema poderia ter pego um ônibus..
Confortou os dois, e disse que ia ver o que tinha acontecido.
Pediu para entrarem em casa e esperarem por ele, que ia dar uma volta pela cidade. Provavelmente está  namorando, disse aos velhos.
Porém sabia que Giovana  não tinha namorado. Esperava que os velhos acreditassem no que dissera, por que ele estava começando a ficar com medo que algo mais grave tivesse acontecido.
Ligou para a 4.ª delegacia. Nada.
Ligou para uns amigos dela, que encontrou na agenda. Ninguém a tinha visto.
Quando, depois de fazer várias tentativas ligou para o corpo de bombeiros. Estes lhe disseram ter havido um acidente envolvendo um Fiat 147 nas redondezas de coqueiros. Foi lá pelas 8:30 da noite, disseram. O horário batia. Perguntaram a placa do carro, para ver se era o mesmo veiculo, ele  não sabia, ainda na conseguira gravar. Perguntou se houvera vítima, lhe informaram que sim. O coração bateu forte antes de perguntar.
---- A vítima ? Qual o sexo dela? Homem , mulher?
---- Mulher, 20 a 25 anos, loira, muito linda, quando viva.
Meu Deus!! NÂÂOOOOOOO!!
Giovana,  não!! ela  nãoo!!
E agora?! como contar aos pais?
Pediram se conhecia a vítima, se era parente. Deu o endereço da casa dela.
Não teria coragem de informar pessoalmente.
Meu Deus, pensava, ela também? Seria possível? Quando isso ia parar?
Saiu do escritório, ainda estava fechando a porta quando algo pesado lhe caiu na cabeça, no momento em que ficou de costas para a calçada.
Viu tudo girando... vozes de longe..
Ouviu algo, devia ser um sussurro... Então só escuridão..






Ivair Antonio Gomes
Enviado por Ivair Antonio Gomes em 09/03/2006
Código do texto: T120740

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Sobre o autor
Ivair Antonio Gomes
Palhoça - Santa Catarina - Brasil, 47 anos
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8 áudios (23947 audições)
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Ivair Antonio Gomes