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Caso Vivaldi (14)

                           Mariano foi até o quarto de Franco para conversar com ele.
                            - Qual é o assunto Mariano?
                            - A nossa irmã. Você soube o que aconteceu com ela?
                            - Sim, ela saiu chorando daquela festa.
                            - Mas você sabe se o tal cara transou com ela a força?
                            - Por sorte ele não conseguiu, Dominique acertou o estômago do infeliz com um pequeno taco de beisebol, depois destrancou a porta e a trancou novamente pelo lado de fora, saiu desesperada me chamando pra ir embora.
                            - Por que não me contaram isso?
                            - Ela implorou pra mim, disse que nossa família já estava sofrendo muito.
                            - Mas vocês sabem que podem contar comigo pra qualquer coisa. Você sabe ao certo o endereço dele? Quero ir lá passar o corretivo que ele merece.
                            - Sei, eu vou com você.
                            - Não precisa, eu vou só, é capaz de zombarem de você por levar o irmão mais velho pra proteger.
                            - Eu não me importo.
                            - Mas eu me importo, não quero que a situação piore pra Nique e pra você. Pode deixar, eu cuido desse desgraçado.

                            Na mansão da família Stadler Heloísa entra no quarto de sua mãe e pede para conversar.
                            - O que você quer falar minha filha?
                            - Olha mãe, é um pouco complicado. Depois da morte do Henrique, eu e Mariano não paramos de nos ver, aconteceram alguns incidentes, só que uma coisa maior ocorreu, ele declarou o amor dele por mim, disse que sempre foi apaixonado por mim. Em uma noite após um jantar no clube nós nos beijamos aqui em frente à nossa casa, eu pensei nisso tudo que aconteceu, foi muito rápido, mas eu realmente acho que estou amando ele.
                            - Era só isso?
                            - Só isso? Você acha pouco, comecei a namorar com ele pouco tempo depois que o irmão dele morreu.
                            - Não me importo que você esteja namorando com ele, o importante para mim é que você esteja feliz e se você está bem com ele eu fico feliz.
                            - Obrigado mãe. Heloísa abraçou a mãe chorando de felicidade. Não acreditava que conseguira contar sem problemas e contava com o apoio da mãe.

                            Toca a campainha na casa de Renato, ele vai atender e não reconhece Mariano, pois não o conhece.
                            - E aí. Quem é você? O que você quer? Ta vendendo alguma coisa?
                            - Você não me conhece, mas vou refrescar sua memória. Meu sobrenome é Vivaldi. Consegue lembrar?
                            - É o dono do banco, eu sei quem é a família Vivaldi.
                            - Mais do que isso, eu sou irmão da Dominique e do Franco.
                            - Ah claro, a virgenzinha chata e o irmãozinho gay.
                               Mariano pegou Renato pela camisa e jogou-o contra a parede, apontou o dedo e disse:
                            - Olhe aqui seu verme, encoste mais uma vez em meus irmãos e você vai virar mulherzinha do pessoal da cadeia. Entendeu? Ou eu preciso repetir?
                            Mariano deu um tapinha na cara de Renato e disse:
                            - Se você visse como fica sua cara de medo quando alguém te ameaça, que otário você é.
                            Mariano foi embora, Renato se recompôs e falou: - Que cara maluco. Mas depois viu que sua mãe tinha presenciado a cena e levou um tapa da própria.
                            - Não acredito que eu criei um filho sem caráter.

                            Chegou o dia da viagem de Mariano e Heloísa. Marco e seus filhos levaram os dois até o aeroporto, Madalena não os acompanhou por razões óbvias. As mulheres foram ao banheiro enquanto os homens permaneceram na fila do check-in. O pai perguntou se o anel estava bem guardado, Mariano disse que estava totalmente seguro da desconfiança de Heloísa. Depois de toda a burocracia das bagagens estavam todos esperando a hora do embarque em um café no andar superior, mas logo depois já estava anunciado aos passageiros que fossem até a aduana, para checar os passaportes. Depois de tudo resolvido os passageiros entraram no avião, dentro dele Heloísa falou:
                             - Bariloche me lembra momentos felizes e tristes ao mesmo tempo, felizes por que foi nessa viagem que me apaixonei por Henrique, e triste, você sabe por quê. Mas agora estou indo com você, isso me deixa feliz.
                             - Não vai mais precisar lembrar dos momentos tristes, só vai ter lembranças boas, de Henrique e de mim.
                              Heloísa encostou a cabeça no ombro de Mariano, mas estranhou, ele estava tão romântico, realmente era apaixonado por ela, não tinha qualquer dúvida, o relacionamento deixava-o mais feliz do que nunca.

                              No gabinete do delegado estavam conversando Matias Orlando e Cláudio, falavam de qual seria o próximo passo, tinham apenas o isqueiro como pista e suspeitavam de Mariano, mas precisavam agir melhor, estavam muito devagar. Orlando falou que eles deviam investigar ao redor do local do crime, Henrique morava em um condomínio, deveriam interrogar os vizinhos e funcionários do lugar.

                               Na mansão Vivaldi, Marco procura seu filho Franco, precisa ter uma conversa com ele. A porta do quarto do filho está aberta, mas não há ninguém, o pai percebe que o computador de Franco está ligado e ligou o monitor que estava desligado, toma um susto no plano de fundo tem uma foto romântica entre ele e outro rapaz, não o mesmo que uma vez o pai flagrou beijando seu filho. Marco não conseguia pensar em mais nada, o mundo caíra sobre a sua cabeça outra vez, desistiu de ir trabalhar naquele dia, mais uma vez achava que era o culpado, por não ter dado tanta atenção ao filho e apenas ter lhe compensado com bens materiais.
Farah
Enviado por Farah em 23/10/2006
Código do texto: T271915

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Sobre o autor
Farah
Curitiba - Paraná - Brasil, 30 anos
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Farah