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O PARADEIRO DE CAROLINA ALVES

O PARADEIRO DE CAROLINA ALVES

Todas as manhãs, Humberto fazia basicamente as mesmas coisas: Escovava os dentes, tomava banho e antes de sair para o trabalho, recebia sempre o café da manhã caprichado, feito por sua mulher Carolina Alves. Ela era alta, loira e muito meiga.
Humberto era policial federal e Carolina, médica. Juntos, construíram uma bela casa...
Certo dia, Humberto notou que sua mulher não trouxe a bandeja com o café. Ele estranhou, porém não deu maior importância ao fato, saindo logo em seguida para o trabalho. Em virtude de estar trabalhando na fronteira do estado, não conseguiu telefonar para a esposa.
Ao retornar à noite, não a viu...
_ Carolina! Carolina! Chama Humberto.
Nesse momento percebeu que ela havia desaparecido. De repente o telefone toca:
_ Alô! Atende Humberto angustiado.
Então uma voz disfarçada responde:
_ Neste momento você deve estar procurando sua mulher, não é Humberto? Hum, Hum, Hum...
_ O quê? Quem é você? Como sabe o meu nome? O que fez com minha mulher? Responda maldito. Esbraveja Humberto.
O desconhecido então responde:
_ Não se preocupe, Humberto, sua mulher está bem, é só seguir minhas orientações e a devolverei!
O misterioso homem desliga o telefone. Humberto comunica à polícia sobre o desaparecimento de sua esposa.
No dia seguinte...
Humberto recebe o segundo telefonema. A polícia rastreia a ligação e descobre que partira de um hotel de luxo. Algumas viaturas chegam ao local, mas não encontram nada... Nem ninguém suspeito. Era só um blefe...
Enquanto isso no cativeiro...
O seqüestrador diz:
_ Seu marido está procurando você feito um louco! Eu vou pedir o dinheiro do resgate, depois vou matá-la e então fugirei!
Carolina responde:
_ Seu imundo, covarde! Ele é seu melhor amigo... Como pôde fazer isso?
Enlouquecido o homem fala:
_ Você deveria ter casado comigo e não com ele!
Tentando ganhar tempo, Carolina fala:
_ Eu posso fugir com você! Por favor, deixe-me ir com você!
_ isso será ótimo, mas primeiro pegarei o dinheiro do resgate.
Delegacia local, 04h30min PM.
Humberto recebe outro telefona do seqüestrador, que marcou o lugar onde ele deveria entregar o dinheiro. Deveria ir sozinho a um heliporto abandonado, exatamente às 05h00min h PM. Enquanto saia para o local combinado, recebe um breve telefonema.
Ao chegar ao local marcado, o homem diz:
_ Você está um minuto atrasado... Mas, vou relevar. Trouxe o dinheiro?
_ Está aqui, venha buscar e entregue a minha esposa. Responde Humberto.
Quando o homem recolhe a mala, Humberto o reconhece...
_ O quê? Você, Júlio? Por que está fazendo isso conosco?
_ Eu nunca consegui esquecer que Carolina preferiu você a mim. Mas isso mudou, não é Carolina? Diz Júlio, ensandecido.
_ Sim, responde ela. _ Eu fugirei com Júlio, Humberto!
Humberto nada responde. Enquanto isso, Júlio foge com Carolina para o helicóptero e o policial deixa escapar um discreto sorriso.
Ao chegar ao helicóptero, todo o contingente policial da cidade estava no encalço do seqüestrador, que imediatamente é preso.
_ Como você sabia que ele estaria aqui? E como arranjou tempo para nos avisar? Interroga seu colega.
_ Quando eu saí para entregar o dinheiro, Carolina telefonou, falava rapidamente, pois conseguiu pegar o celular de Júlio que se descuidou por um momento. Ela conseguiu identificar o local do cativeiro e os planos do bandido. Então liguei para vocês e ela fingiu que aceitava ficar com ele, que caiu no truque. Sem a ajuda dela, certamente ele teria conseguido fugir.
Humberto e Carolina retornam para casa. Ambos estão muito cansados.
No dia seguinte, ele acorda, escova os dentes, toma banho e ao retornar para o quarto, a bandeja com o café da manhã está lá, como em todos os outros dias...
Felipe Corrêa
Enviado por Felipe Corrêa em 31/10/2006
Reeditado em 07/11/2006
Código do texto: T278652

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Sobre o autor
Felipe Corrêa
São Luís - Maranhão - Brasil, 27 anos
21 textos (1698 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 08/12/16 04:22)
Felipe Corrêa