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Ecilop - Justiça feita com as próprias mãos (1)

1h da madrugada de uma quarta-feira.

      Há muitas viaturas da polícia ao redor do local, um homem está estatelado no chão, a polícia olhou aquilo e logicamente deduziu que ele havia se atirado de um prédio, mas não de um andar muito alto. O corpo foi identificado, era de um policial aposentado famoso, que fora responsável por muitos massacres em penitenciárias. O delegado Carlos Moreira falou para o seu assistente, detetive David para que recolhessem o corpo e levassem ao IML, mas antes de colocarem o corpo na ambulância a vítima ainda conseguiu pronunciar algumas palavras. O delegado perguntou o que havia acontecido, mas o ex-policial só conseguia falar em um homem fantasiado, com uma máscara e um chapéu, após essa informação a vítima não suportou e veio a falecer.
      A notícia da morte do policial aposentado José Carlos Marinho foi anunciada em todos os jornais do país. A dúvida era se ele havia cometido o suicídio ou se alguém havia pressionado e feito ele se atirar do seu apartamento, o policial havia mencionado um homem fantasiado com chapéu e máscara, mas não foi levado muito a sério, pois achavam que ele estava delirando, já que estava muito próximo da morte.
      Não muito longe dali um homem acaba de acordar, Marcos é um homem de 32 anos, da classe média, trabalha em uma fábrica. Essa é a vida normal dele, nas madrugadas ele é o tal homem mascarado e usando um chapéu, odeia a polícia, pois um dia já quis fazer parte dela. Ele se levanta da cama, arruma-se e sai para trabalhar. Ao passar por uma banca de jornal vê a notícia da morte do policial estampada na primeira página.
      - Ele foi um grande homem, apesar de ter cometido muitos erros. Não entendo o motivo pelo qual ele teria cometido suicídio – disse o jornaleiro.
      - Vai ver ele não agüentou a culpa por ter comandado tantos massacres – disse Marcos.
      Marcos chegou a fabrica aonde trabalha, seu dia foi normal, apenas mais um dia em sua rotina. Ao voltar para casa pegou uma lista e riscou o nome de José Carlos Marinho. Perto da meia-noite ele pegou sua fantasia e saiu à caça de mais um policial.
Farah
Enviado por Farah em 01/11/2006
Código do texto: T279246

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Sobre o autor
Farah
Curitiba - Paraná - Brasil, 30 anos
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Farah