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Casada e virgem.


Autor: Daniel Fiúza
23/03/2003

01.

Essa é a triste história
Duma mulher sofredora
Mesmo depois de casada
Era virgem e sonhadora
Apesar de ser safada
Nunca conseguia nada
Um cabo pra sua vassoura.

02.

Era uma gostosa loura
De corpo maravilhoso
Seios fartos é macios
Tinha tudo bem gostoso
O cabelo cacheado
Um olhar azul melado
Sorriso lindo e charmoso.

03.

Teve amante carinhoso
E marido tipo certinho
Mas continuava virgem
Com aquilo seladinho
Ela mesma não entendia
Porque aquilo não rompia
Iria morrer cabacinho.

04.

Seguindo esse caminho
Quase sem agüentar
Pois seu tesão era grande
Difícil de segurar
Tava entrando em depressão,
Querendo um bom garanhão
Pro seu cabaço arrancar.

05.

Antes dela se casar
Teve sua oportunidade
Mas não quis aproveitar
Deixou muitos na saudade
Pro marido se guardou
O seu xibiu segurou
Casou virgem de verdade.

06.

Ainda na sua mocidade
Mesmo estando animada
Não deixava completar
Interrompendo a parada
Somente na beiradinha
Na porta da bacorinha
Só assanhava a coitada.

07.

Só não sabia a condenada
Que existe homem baitola
Que casa só na fachada
Fazendo a mulher de tola
Nem gosta da carambola
Não come na caçarola
Nem sabe porque tem rola.

08.

Além de viado é carola
Nessa aranha não tem sede
Ele gosta é duma cobra
Na sua cama ou na rede
E cabra que fala fino
É assim desde de menino
Para mulher nada cede.

09.

Ela sobe na parede
Que nem uma lagartixa
Como o homem nunca vem
Xinga o marido de bicha
Ele saí dando rabiçaca
Diz não gostar de bruaca
No sexo nunca capricha.

10.

O peroba nem se lixa
O problema não lhe abala
Manda ela achar amantes
E vai arrumar à mala
Se manda com o jardineiro
Vai logo embora ligeiro
Deixa ela cuspindo bala

11.

Os amantes nem se fala
Só arranjou viadinho
Ela esfregava na cara
Nenhum lhe dava carinho
Se ela mostrava o priquito
Deles só se ouvia grito
Nada ficava durinho.

12.

Não esquentava seu ninho
Ela vivia chorando
Queria ser uma mulher,
Mas não tava realizando
Essa vontade tão bruta
De sentir na sua gruta
Tudo que tava esperando

13.

Mas o tempo foi passando
A coisa ficava feia
O cabaço foi engrossando
Tinha polegada e meia
Para quebrar só britando
Com cirurgia tirando
Não era páreo pra peia.

14.

O médico acertou na veia
Que aquilo só operando
Tempo demais já passou
Com homem vá dispensando
Só o baixinho comedor
Pode fazer o favor
Se conhecer vá chamando.

15.

O doutor foi relatando
Pôs à moça pra escutar
Disse que o cabra era bom
Pro seu cabaço tirar
O baixim tinha poder
Só ele podia fazer
Esse trabalho hercular.

16.

Ela mandou publicar
Na tv e no jornal
Para o baixinho achar
Queria achar esse tal
Não se importava pagar
Se pudesse combinar
Achava aquilo normal.

17.

Fez um alerta geral
Pra todo canto mandou
Fez chamada em outdoor
Muito dinheiro gastou
Ofereceu recompensa
Fez uma campanha imensa
Nenhum esforço poupou.

18.

A noticia se espalhou
Por todo aquele sertão
Todo mundo comentou
Da mulher a decisão
Quando o baixim apareceu;
Ele disse e convenceu:
- Vim resolver a questão.

19.

O baixinho garanhão
De porte tão miudinho
Foi conhecer a potranca
E comemorou com vinho
A mulher ficou contente
C’aquele pingo de gente
Que cruzou o seu caminho.

20.

Ela contou pro baixinho
O que tinha acontecido
Dos amantes viadinhos
Do baitola do marido
Até mesmo seu vizinho
Ficou com ela sozinho
Mais um Broxado perdido.

21.

Ninguém tinha lhe comido
Falou a virgem singela
Nenhum homem dava conta
Quando me vê ele gela
Por mais que eu me rebole
Eles ficam de pau mole
Toda transa minha mela.

22.

Será que a culpa era dela?
Pro baixinho perguntou!
Na hora o cabra amarela
Todo mundo já tentou
Ainda estou nessa espera
Dum cabra que seja fera
Morrer virgem eu não vou.

23.

- Calma! Disse o comedor
Teu caso vou resolver
Cê pode ficar tranqüila
Isso pra mim é lazer
Não vou te fazer favor
Preparado eu já estou
Depois você vai dizer.

24.
- Ainda vou te dar prazer!
Falou com convicção
Vou fazer esse serviço
Com muito amor e paixão
Ainda te dou garantia,
Pois nunca falhei um dia
Jamais me faltou tesão.

25.

Ele Marcou numa pensão
Num dia de quarta feira
O fim dessa situação
Pra ninguém falar besteira
Pra praticar aquele ato
Presse cabra bom de fato
Era coisa corriqueira.

26.

Esse amante de primeira
Na pensão se hospedou
Estava muito tranqüilo
Foi dormir e descansou
Só tava esperando a hora
De comer essa senhora
Que a ele se apresentou.

27.

A notícia se espalhou
Veio gente de todo lado
A imprensa ali acampou
Repórter tinha um bocado
Toda a mídia se ligou
O mundo todo parou
Só Pra ver o resultado.

28.

O baixinho calibrado
Muita cachaça tomou
Comeu buchada de bode
Pra festa se preparou
Comeu uma rapadura
Pensando na criatura
Bem na noite anterior.
29.

Quebrando coco treinou
Usou a pistola, sedento,
Quebrou uns vinte e pouco
Disse: hoje eu arrebento!
Em forma disse que tava
Quebrando coco treinava
Para atingir o seu intento.

30.

Chegou então o momento
Do peso dela livrar
Tava tudo preparado
Para o ato começar
A multidão esperava
Pelo desfecho ansiava
Na euforia a delirar.

31.

A mulher mandou calar
A multidão obedeceu
Só se ouvia os gemidos
Daquilo que sucedeu
Com aquele pinto de aço
O cabaço ia pro espaço,
Pois pro baixim se rendeu.

32.

O esperado aconteceu
Num tremendo barulhão
O cabaço se rompeu
Ouviu-se até no Japão
Ainda hoje se comenta
E cada dia se aumenta
Sobre a virgem e o garanhão.

Domfiuza
Enviado por Domfiuza em 15/02/2006
Código do texto: T112330
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Sobre o autor
Domfiuza
Santa Barbara D'Oeste - São Paulo - Brasil
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