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HOMENAGEM AO MONSENHOR DERMIVAL

Em mil novecentos e trinta
Padre Pedro ao Brejo chegou
E já vendo seu futuro
Deus se antecipou
E o seu substituto
Logo providenciou

II
Em março D.Doralice
De um filho engravidou
E a oito de dezembro
Ele a Jardim chegou
E a toda a família
Muitíssimo alegrou

III
Foi criança buliçosa
E com as outras brincou
Desde muito cedo
A escola freqüentou
Apesar de ser peralta
Com afinco estudou

IV
Era muito inteligente
E cedo observou
O trabalho do pai
E dele assimilou
Todo o conhecimento
E a seu Dudé imitou

V
Vendendo medicamentos
Na farmácia iniciou
Um trabalho voluntário
Que o preparou
Para outras atividades
Que mais tarde praticou

VI
Sem fazer nenhum estágio
Logo cedo iniciou
A aplicar injeções
E todo mundo gostou
Foi iniciativa sua
Ninguém o incentivou

VII
Em comunidades vizinhas
A farmácia representou
Expandindo o negócio
E em feiras atuou
Com responsabilidade
Ao seu pai ajudou

VIII
O seu tino comercial
Cedo lhe despertou
Idéias para negócio
E sua bicicleta usou
Alugando-a aos amigos
Algum dinheiro faturou

IX
Com o dinheiro ganho
Que com cuidado poupou
Comprou outra bicicleta
E o negócio aumentou
Alugando as duas
A renda duplicou

X
Dentro de pouco tempo
A Empresa prosperou
E com o capital
Uma chácara comprou
Sem ninguém lhe orientar
Tudo administrou

XI
Além de vender remédios
Medicamentos receitou
Fez muitos curativos
E injeções aplicou
Fez suas negociatas
Tudo bem conciliou

XII
Cresceu e com os amigos
Para as festas despertou
De tudo participava
E muito ele dançou
Sentiu suas paixões
E também namorou

XIII
Um dia Dermival
Pelo seminário optou
E sua cidade natal
Ele para trás deixou
Seguiu o chamado
Do Deus que o criou

XIV
Saiu da sua casa
Mas consigo levou
Todo o aprendizado
Que a família semeou
Na mente e no coração
Tudo ele armazenou

XV
Aos mestres e colegas
Ele fácil conquistou
A todos com carinho
Cordialmente os tratou
Mas suas traquinagens
Sempre as praticou

XVI
Como farmacêutico
No Seminário ele usou
Dos seus conhecimentos
E a todos ajudou
E responsável pela farmácia
Ele se tornou

XVII
Por ser brincalhão
Algumas vezes ficou
Sob a mira do superior
Que lhe administrou
Algumas penalidades
Por peças que pregou

XVIII
As vésperas do diaconato
O superior o ameaçou
Mas da cerimônia festiva
Ele enfim participou
Era muito brincalhão
Porém sempre estudou

XIX
A sua madrinha
Ele sempre amou
E através da oração
Seus conselhos escutou
Por isso estava ali
Onde Deus o chamou

XX
A oito de dezembro
Finalmente chegou
O tão esperado momento
Para o qual se preparou
E sacerdote enfim
O Bispo o ordenou

XXI
Nesta bela data
Ele aniversariou
No dia da sua madrinha
Que sempre o amou
E com o presbiterato
Ela o presenteou.

XXII
Em mil novecentos cinqüenta e seis
Vinte seis anos completou
E com essa idade
Seu presbiterato iniciou
Jurando ser fiel
A missão que abraçou

XXIII
Esteve em Jardim
Aonde férias gozou
Até oito de março
Do ano que iniciou
E numa enxurrada
A Brejo Santo chegou

XXIV
Rios e riachos cheios
Ele atravessou
Mas foi obediente
Ao Bispo que ordenou:
Vá amanhã para Brejo;
Nada o atrapalhou

XXV
A água transbordante
Não o intimidou
Mesmo sem saber nadar
Pois com ajuda contou
Tanto ele como a moto
O povo transladou

XXVI
Depois do meio dia
Ao Brejo ele chegou
Pilotando sua moto
Na cidade ingressou
E na casa paroquial
De repente estacionou

XXVII
O vigário padre Pedro
Sorridente o acatou
E com muita calma
Ouviu o que ele narrou
E após a narrativa
Educadamente falou:

XXVIII
Filho, seja bem-vindo!
Em boa hora chegou
Agora, vá se instalar
Delicadamente falou
A casa do cooperador
É bem ali, indicou.

XXIX
Eu vou morar aqui !
Depressa retrucou.
Foi para ajudá-lo
Que o Bispo me mandou
Onde estiver o vigário
Eu também estou

XXX
Meu filho, o cooperador
Nunca comigo morou
Pois velhos e doidos
Residem aqui, explicou.
Com muita simplicidade
O vigário argumentou

XXXI
Daqui ninguém me tira
Dermival protestou
Se aqui reside doido
Mais um doido eu sou
E na casa paroquial
Logo se acomodou

XXXII
Apesar de ser um jovem
Ali se adaptou
As esquisitices de Diocina
Com paciência acatou
E dos velhos e doentes
Com carinho tratou

XXXIII
Arregaçou as mangas
E muito trabalhou
Assumiu a paróquia
E com o vigário partilhou
A condução do rebanho
Que facilmente conquistou

XXXIV
Do vigário padre Pedro
Com muito carinho cuidou
E a família Inácio Ribeiro
Como sua adotou
Como pai, irmão ou filho
Sempre se comportou

XXXV
Por ser muito experiente
Ao Padre Pedro dispensou
Toda assistência médica
Que ele necessitou
Ao lado dos médicos
Muitíssimo colaborou

XXXVI
Pe.Pedro ao cooperador
Logo se afeiçoou
E através de uma carta
Ele ao Bispo suplicou
Deixe-o ficar comigo
Enquanto vigário sou

XXXVII
Para atender ao pedido
Senhor bispo ignorou
Detalhes da Lei Canônica
E Dermival continuou
Na paróquia do Brejo
Como o vigário solicitou

XXXVIII
Com muita pontualidade
Sempre realizou
Todas as celebrações
Que as agendou
A sua integridade
A todos agradou

XXXIX
Com a ida do Pe., Pedro
O vigário que o amou
Como vigário Ecônomo
Senhor bispo o provisionou
E ele assumiu a paróquia
Que nunca a ambicionou

XL
Ele deu continuidade
A tudo que iniciou
Há dezesseis anos atrás
Quando no Brejo chegou.
E como cooperador
Tanto trabalhou

XLI
Á sua atividade
Ele associou
Todo o ensinamento
Que o padre Pedro deixou
Seu testemunho é o caminho
Pelo qual ele trilhou

XLII
Ver a paróquia crescer
Foi sempre o que sonhou
E a Maria, sua madrinha
Com fé a consagrou
E as irmãs sacramentinas
Pra cá, a mãe enviou

XLIII
Ao Coração de Jesus
O vigário sempre amou
E de diversas maneiras
Seu carinho demonstrou
Ao Padroeiro querido
Que de bênçãos o cumulou

XLIV
Dos movimentos e pastorais
O apoio aceitou
Com associações e corais
As celebrações partilhou
E hoje a liturgia
Mais participativa ficou

XLV
Na zona rural
As capelas multiplicou
E a evangelização
Ás comunidades alcançou
O trabalho do leigo
Em muito o ajudou

XLVI
O título de Monsenhor
O papa lhe outorgou
E para vigário geral
O senhor bispo o nomeou
São diversas, na Diocese
As funções que ocupou

XLVII
A paróquia de Brejo Santo
Sempre o considerou
Como o enviado de Maria
Que do Padre Pedro escutou
As orações de intercessão
Pelo rebanho que amou

XLVIII
Há cinqüenta anos
Ele padre se tornou
E da nossa paróquia
Nunca se ausentou
Durante todo este tempo
Entre nós sempre morou

XLIX
Á sua família
Ele sempre amou
Mas ao seu rebanho
Ele se afeiçoou
É brejo-santense
E nosso se tornou
L
No seu jubileu de ouro
Eu aqui estou
Com estes simples versos
Que um pouco contou
Da vida do Dermival
Que Deus nos presenteou.
marineusa
Enviado por marineusa em 27/08/2006
Reeditado em 24/12/2006
Código do texto: T226725

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Sobre a autora
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Brejo Santo - Ceará - Brasil, 71 anos
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