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"TICO E DANIELA"


Tico era um moço forte
e muito trabalhador,
morava em suas terras
herdadas do seu avô
não era um moço rico
mas tinha lá seu valor

Suas terras limitavam
na grande propriedade,
de um rico fazendeiro
conhecido na cidade
o rico tinha uma filha
que estudou na faculdade.

Tico encontrou essa moça
numa festa de São João,
festa essa freqüentada
por toda população
dançou muito com a moça
chamou pra soltar balão.

Saíram os dois felizes
numa algazarra festeira,
Tico convidou a moça
pra assar milho na fogueira
e fazer a simpatia
com caldo de bananeira.

Parece que estava escrito
dos dois ali se encontrar,
Tico então tomou coragem
e a pediu pra namorar
a moça pediu um tempo
pra a resposta lhe dar.

Começou chover bem forte
voltaram para o salão,
dançaram a noite inteira
sob a luz do lampião
Tico não soltou a moça
segurando a sua mão.

No dia seguinte cedo
cada um foi pro seu lado,
Tico esperava a resposta
que a moça não tinha dado
foi procurá-la em casa
um tanto envergonhado.

Ao perguntar pela moça
para o pai da donzela,
o velho lhe perguntou
o que queria com ela
Tico inventou uma desculpa
para o pai da Daniela.

O velho olhou pro moço
um tanto desconfiado,
disse que ela dormia
pois tinha sono atrasado
que voltasse outro dia
ou deixasse um recado.

O moço parou um pouco
e resolveu tomar coragem,
contando tudo pro velho
pra não perder a viagem
amansando o pai da moça
fazendo camaradagem.

O velho disse pro moço
causando-lhe desespero
-Pra casar com minha filha
tem que ser um fazendeiro
tem que ter muito estudo
ou ser doutor engenheiro.

O moço voltou pra casa
sentindo-se derrotado,
não podia acreditar
no que havia escutado
do tirano fazendeiro
um ditador desalmado.

Dias depois recebeu
um bilhetinho bem feito,
respondendo a pergunta
que ele havia feito
que até fugia com ele
se ele arranjasse um jeito

Tico ficou tão contente
chorava e dava risada,
enfim teve uma resposta
da sua tão doce anada
casava com aquela moça
nem que fosse raptada.

Chegou na fazenda à noite
com a sua montaria,
outro animal de reserva
que ele o conduzia
- Hoje eu roubo a daniela
consigo mesmo dizia,

Foi andando sorrateiro
aproximou-se da janela,
com certeza era ali
o quarto da daniela
resgatou então a moça 
e a pôs montada na cela.

No dia seguinte cedo
foi a maior correria,
- Ele roubou minha filha
o fazendeiro repetia
- Vai casar com um pobretão
xingava e se maldizia.

Um ano depois tiveram
um casal de filhos lindos,
viram que ninguém consegue
enganar o seu destino
hoje é um casal feliz
vivem contentes e sorrindo


Antonio Hugo
Enviado por Antonio Hugo em 03/09/2006
Reeditado em 29/09/2007
Código do texto: T231766
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Antonio Hugo
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 59 anos
3870 textos (257177 leituras)
185 áudios (36330 audições)
9 e-livros (7402 leituras)
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