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O PECADO ORIGINAL

Do barro da terra
O homem Deus formou
Soprou-lhe nas narinas
E a vida lhe inspirou
Com este simples gesto
Vivente ele se tornou

No belo jardim Éden
Num lugar bem situado
Do lado do oriente
Que Ele havia plantado
Colocou o bicho homem
Que Ele tinha criado

Ali no Éden havia
Todo tipo de planta
Árvores frutíferas
Floresta que encanta
Alimento pra valer
Café almoço e janta

Havia no entanto
Bem no centro do jardim
A árvore da vida
Foi Deus que quis assim
A da ciência do bem
E a do mal ali pertin

Deus mandou o homem
Naquele jardim morar
Pra de tudo tomar conta
Pra guardar e cultivar
Deu-lhe porém preceitos
Que ele tinha que guardar

Pode comer de tudo
Na hora que entender
Mas da fruta da ciência
Do bem e do mal nem ver
Por que será o seu fim
No dia que dele comer

A serpente bicho mau
Quis depressa destruir
A harmonia e a amizade
Que estava a existir
Inventou a mentira
Afastou-se e pôs-se a rir

Ela havia perguntado
A mulher pra intrigar
É verdade que vocês
Apesar de aqui morar
Dos frutos deste jardim
Não podem se alimentar?

Ele disse a mulher
Que comesse pra valer
Do fruto da ciência
Sem medo de falecer
Que igualzinhos a Deus
Os dois iriam ser

Eva muito curiosa
Do fruto experimentou
Achando saboroso
Ao homem apresentou
Dizendo ser gostoso
E Adão na onda entrou

Depois de comer o fruto
Os olhos se abriram
Notaram que estavam nus
E de folhas se cobriram
Sabendo o que tinham feito
Depressa escapuliram

Ouvindo Deus caminhar
Vindo em sua direção
Tentaram se esconder
Pra não dar explicação
Fugir pra não conversar
Seria boa solução

Ouvindo Deus chamar
De uma moita oculta
Dizendo que estavam nus
Adão deu a desculpa
Não querendo assumir
Aquela grande culpa

À pergunta de Deus
Adão logo respondeu
Eu não fiz nada de mal
Foi a mulher que me deu
Comeu o fruto e depois
Ainda me ofereceu

Eva logo argumentou
Tentando se defender
A culpa é da servente
Que aqui veio me convencer
Que o fruto era gostoso
E também dava poder

À serpente astuta
Deus deu triste sina
De se tornar maldita
Por isso ela ensina
Toda espécie de mal
A toda e qualquer menina

Deus pôs o ódio
Entre serpente e mulher
Entre os descendentes
Até quando Ele vier
No dia de juízo
Acredite se quiser

Como castigo dado
Sobre o ventre caminha
Arratando-se no chão
A serpente coitadinha
Comendo sempre o pó
E em tocaia se aninha

É muito traiçoeira
Busca sempre agredir
O calcanhar da mulher
Pra profecia cumprir
Mas esta sua cabeça
Está sempre a ferir

Deus disse à mulher
Parirás sentindo dor
É este teu castigo
Por causa do desamor
Que demonstraste por mim
Não tiveste nem temor

Ao homem ele falou
Do trabalho de plantar
Para colher os frutos
Pra família alimentar
Nada mais ele teria
Se não fosse trabalhar

Do suor do seu rosto
O homem retirará
O pão para os filhos
Que com Eva gerará
Jamais terá comida
Plantará produzirá

Expulsos do Paraíso
Perderam a confiança
Do Deus Pai Criador
Quando rompeu a aliança
Desprezaram o amor
E a vida de bonança

A causa do pecado
Foi a desobediência
Não há nenhuma versão
Nem mesmo na ciência
Que venha desaprovar
A da experiência.

O homem deve tirar
Desta história a lição
De viver conforme a lei
Do Deus da criação
A lei humana é falha
E trás muita confusão

Desde o rompimento
O Pecado Original
Está na vida presente
E já causou muito mal
Até mesmo já gerou
O pecado social

Deus está a cochilar
mas não dorme não senhor
Diz o ditado popular
Logo escute por favor
Não faça nada errado
Pois Ele é o Salvador

Da culpa original
Ele já nos libertou
Vivamos obedecendo
Ao Evangelho que deixou
Assim teremos o céu
Pois Jesus já nos salvou

Vivamos nossa vida
Com amor e união
Com solidariedade
Respeitando nosso irmão
Evitando o pecado
Que trouxe a desunião.


Com som em:
http://www.marineusantana.recantodasletras.com.br/visualizar.php?idt=236565
marineusa
Enviado por marineusa em 10/09/2006
Reeditado em 15/08/2007
Código do texto: T236565

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Sobre a autora
marineusa
Brejo Santo - Ceará - Brasil, 71 anos
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