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TRISTEZA É BOLA MURCHA!

Quem pensa que
Ser triste é bom
Comete grande engano.
Ficar triste não é bom,
Não é coisa verdadeira,
Não falo de brincadeira
Falo sério e soberano.

Ser triste e infeliz
Cheira coisa estragada.
É história mal contada
É contra a felicidade
É viver sem ter verdade
Própria pra ser narrada.

Triste eu também já fui
E lutei pra me encontrar.
Trabalhei que nem louco
Pra voltar a suspirar
Como um simples cidadão,
Sem pena e compaixão
Da vida que quis levar.

Triste é quem não luta
Deixa a vida tomar conta.
Aceita o revés do destino,
Pega o lápis e não aponta
Pra escrever o seu papel,
Prefere viver na onda.

Enfraquece da cabeça
E o mundo manda em si.
Deixa o barco correr solto
Conta a história sem sorrir,
Apaga a luz muito cedo,
Tudo evita por ter medo
Vive cego a mentir.

A tristeza enfraquece
Nossa vida, nosso amor.
É festa sem alegria.
A mente fica oprimida,
O mundo gira sem jeito,
Em tudo se encontra defeito
Em tudo se encontra dor.

A mulher pode ser linda
Ter tez e pele macias
E nos despertar paixão,
Mas se ela se esvazia,
Com tristezas repentinas,
Perde a pose de menina
E endurece o coração.

O homem pode ser macho
Ter a coragem do leão
Para a vida enfrentar
Com força e devoção
Mas se a tristeza lhe pega
A sorte logo o renega
E lhe tira a ambição.

Do mais velho sinto pena
Quando a tristeza o maneia
E lhe amarra a vontade.
Depois de vencer o mundo
E resolver tudo na marra
Perde a força e a garra,
Se enfraquece e cambaleia.

Intelectuais glamorizam
A tristeza e o submundo
No cinema e no teatro,
Utilizando jeitos e manobras
Pra romancear a dor
Misturando tristeza e amor,
Com isso educam o mundo

Coitados desses artistas
Que endeusam o sofrimento
Com suas “Histórias de Amor”.
Deviam ter sentimento
De valorizar a alegria
Criando em todos a mania:
Viver em contentamento

A música não escapou
De negociar a melancolia
E vender para os incautos
Obras incentivando o desgosto
Que cantadas o dia inteiro
Nos campos e nos terreiros
Viram hinos de agonia.

A maioria das músicas
Cantadas no meu país
São odes ao desamor
Vemos cantores famosos
Muito dinheiro ganhando
E patrimônio formando
Às custas do infeliz.

Às vezes tenho certeza
Que cabeças da maldade
Incentivam a tristeza
De forma interesseira.
Querem é ganhar dinheiro,
Sem se importarem primeiro,
Com a nossa felicidade.

É só observar as manchetes
Dos nossos principais jornais
Que destacam o que é ruim
Nas suas páginas principais.
Querem só vender o jornal
Por isso enfatizam o mal
Dentre tudo o que acontece.

Mas aqui vou por um fim
De citar o que nos entristece.
São tantas faces da dor
Que citá-las não carece
O melhor que eu devo fazer
É procurar a felicidade
Que eu tenho dentro de mim.
HAMILTON SANTOS
Enviado por HAMILTON SANTOS em 23/11/2006
Reeditado em 11/08/2010
Código do texto: T299635
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Sobre o autor
HAMILTON SANTOS
Florianópolis - Santa Catarina - Brasil
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HAMILTON SANTOS