CapaCadastroTextosÁudiosAutoresMuralEscrivaninhaAjuda



Texto

"SERTÃO DE ENCANTOS MIL"

“SERTÃO DE ENCANTOS MIL”
(ALDO DE ALMEIDA)
O meu sertão tem de tudo
 Que se possa imaginar
Tem um povo caboclo
Tem o cantado do sabiá
Lugar como esse aqui
Em outro canto não há.

Tem uma imensa cultura
Tem grandes cantadores
Tem poetas, repentistas
E também emboladores
Tem aboio tem toada
Cordelistas e escritores.

A linguagem do sertão?
O nosso palavreado?
Alguns acham bonito
Outros acham engraçado
 Intelectual admira
Os “burros acham errado”.

Aqui tem cangaço
Aqui tem vaquejada
Aqui tem pega-de-boi
Vaqueiro cantando toada
E o forró pé-de-serra
Do saudoso Luiz Gonzaga.

A comida do sertão
É das mais variada
Aqui tem arrumadinho
Aqui tem a buchada
E o xerém com galinha
Uma das mais saboreada.

O povo aqui do sertão
É um povo “recebedor”
Trata bem os turistas
Igual santo no andor
Ajeita daqui ajeita dali
Sem troca de favor.

Nordestino acorda cedo
Bem de madrugada
Com o galo cantando
Com o som da passarada
E vai se levantando
Pra sua longa jornada.

Aqui no sertão tem fé
O povo tem divindade
É romaria pra Frei Damião
E pra santa virgindade
E também pra “Padim Ciço”
Respeitada santidade.

O sertão que é seco
“De quintura maivada”
De um sol escaldante
Mas também de trovoada
E o nordestino vivendo
Sem reclamar-se de nada.

Ser aqui do sertão
É ser cabra da peste
É ser nordestino puro
De sobrenome nordeste
É ser um autentico matuto
Até quando se veste.

Também sou sertanejo
Digo pra todo mundo
Tenho a minha raiz
No solo mais profundo
Que é morar no sertão
Que não é pra todo mundo.

Pra contar o meu sertão
Nele tem que morar
Não basta conhecer
Tem que vivenciar
Ser sertanejo nato
O nome no sangue levar.

Terra semi-árida
Da caatinga pura
Das grandes cheia
Das grandes fartura
Do homem de roça
E da agricultura.

O sertão que é cantado
Pelo eterno Gonzagão
Representando o nordeste
Virou o rei do baião
Patativa também contou
As coisas do meu sertão.

Sertão de beleza rara
Que em outro lugar não tem
Que usa chapéu de palha
E “sim sinhô” também
É “oxente, viche maria”
É se quiser “vim venha”.

Nordestão querido
Sertão de apaixonado
Sertão de muito calor
Sertão de solo arado
Sertão de moça bonita
E de rapaz acanhado.

Da carroça de burro
Do velho pau-de-arara
Sertão de carro-de-boi
E do cercado de vara
De terreiro bem varrido
Onde a vida não pára.

Sertão de meus amores
Fonte de inspiração
Citado por grandes poetas
Que encanta essa nação
Com livros e cantorias
De sentimentos e paixão.

O sertão que é belo
Como o canto do sabiá
Do caboclo Ferreira
João de barro a se enfiar
E se quiser saber mais
Basta vir para cá.

Esse é meu sertão
Só vendo pra você crer
Patativa e Gonzagão
Se fossem vivo ia ler
Esse pequeno cordel
Que acabei de fazer.

Finalizando a poesia
Agradeço de coração
A quem ler esse folheto
E prestar bem atenção
Pois ele se resume
A DEUS e eu no sertão.
Aldo Almeida
Enviado por Aldo Almeida em 18/09/2011
Código do texto: T3227288

Copyright © 2011. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.

Comentários

Sobre o autor
Aldo Almeida
Arcoverde - Pernambuco - Brasil, 27 anos
7 textos (349 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 19/09/14 02:49)