Cum a fé, nóis xega onde nóis qué!

Airam Ribeiro

Cumade tôtão cuntente

Pela sua boa miórança,

Creano nun Deus Onipotente

Nunca qui se perde a isperança.

Já eu minha cumade

Fôia crua cumeno eu tô

É devido as minha idade

Qui o colesteró omentô.

Cuntinua cum sua fé

Qui ocê tem ni Jesus

Pois Ele eu sei qui é

U’a grande fonte de Luiz.

Na sigunda fase vai percizá

De muitia fé e tulerança

Mais bota sua mente lá pru ar

Qui Deus te dá a cunfiança.

Seus cabelo já ta nasceno

Cum isso fico contente

Se oiá no ispêio nóis vai veno

Qui tudotá na fé da gente.

[...]

Cumade, apuzentei!

Tô vortano a quarqué óra

Cum meus butão já pensei

De da Bahia ir minbóra.

Em novembro se Deus quizé

Inté falei pra minha muié

Qui vô vizitá a sióra.

Vô morá in Sobradinho

Eu e a muié aqui só tá

Nois tão se sintino sozinho

Intão é o jeitio nois vortá

Se Deus min dé este agrado

Vô vortá pro meu serrado

Adonde eu divia tê ficado.

Nun tô aqui lastimano

Das coisa qui Deus pranejô

Pois quando aqui fui xegano

Aqui incrontei um amô

Mais é qui os fio foi se imbóra

Intonce axo qui já é óra

De nun cê mais um dizertô.

A vosmicêis eu agardeço

Pelas mensage qui colocô

Eu nun sei nem se mereço

De vancêis estes zamô

Mas gardeço de coração

A Jacó Filhos e outros irmão

Qui neste espaço comentô.

Airam Ribeiro
Enviado por Airam Ribeiro em 14/09/2013
Reeditado em 14/09/2013
Código do texto: T4481263
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