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As torres Gêmeas em onze de setembro

Agora vou relatar,
O que na América aconteceu,
Um homem sem piedade,
A este mundo enfureceu,
Os dois prédios mais altos,
Ao chão ele desceu.

O mundo inteiro parou,
Para aquela cena ver,
Surgia no povo agora,
O medo de ali viver,
Quem não era daquele país,
Retornou ao seu por medo de ali morrer,

Um mundo ali caído,
No meio daquela cidade,
E o povo ali dizendo,
É o fim da humanidade
Chegou o juízo final,
Agora é de verdade.

O homem se escondeu,
Feito rato de esgoto,
Deixou neste mundo inteiro,
Tristeza e desgosto,
Que chocou várias famílias,
Um mês depois de agosto.

Os jornais por este mundo,
As noticias relataram,
Dizendo o ocorrido,
Do povo que soterraram,
Abaixo dos escombros,
Dos prédios que desabaram.

Alguém na calçada grita,
Meu Deus o que aconteceu?
Ninguém sabe dizer,
Porque o prédio desceu,
O dia eu não esqueço,
Pois muito me entristeceu,

O Brasil tinha gente lá,
Querendo de vida mudar,
Brasileiros que se dedicavam,
Dia e noite a trabalhar,
Muitos que daqui saíram,
E não mais puderam voltar,


Deixaram aqui pai e mãe,
Com eles a se preocupar,
Pois deles não se esqueciam,
Estavam sempre a lembrar,
Do dia que daqui saíram,
Querendo sua vida enricar,

Dentre alguns brasileiros,
Muito não tiveram sorte,
Saíram daqui correndo,
Querendo fugir da morte,
Mas eles se esqueceram,
Que na vida ninguém é tão forte,

George W. Bush,
Enviou ao Afeganistão,
Soldados  cheios de armas,
Aviões e também canhão,
Para caçarem Bim Laden,
Um homem sem compaixão,
 
A guerra estava travada,
O homem se enfureceu,
Pobre daqueles coitados,
Pois ele se esqueceu,
Daqueles que ali estavam,
O culpado se escondeu,

Pobre daquelas crianças
Vendo o pai morrendo,
As mães entrando em pranto,
Vendo os filhos correndo,
As bombas ali explodiam,
A nação estava sofrendo,

Quem sabe daqui alguns anos,
Ele tenha em sua memória,
As cenas do estrago que fez,
Que ficou guardado na história,
Lembrando de seus estragos,
E de sua trajetória

Novamente eu retornei,
Faz tempo que não escrevia,
Pensei que havia acabado,
Com esta minha poesia,
Mas surgiram novos fatos
Que ocorreram outro dia.




Na reportagem que assisti,
Pela a televisão,
Foi relatada a história,
Senhores prestem atenção,
De uma mulher que não andava,
E que dali tirava seu pão,

No sexagésimo andar,
Querendo as escadas descer,
Sem ninguém a lhe ajudar,
Querendo da morte correr
Com sacrifício ia descendo,
Sem a ajuda aparecer,

Dois amigos que iam descendo,
Por ela ali passaram,
Sentiram de compaixão,
Pela cena que observaram,
Em meio ao seu desespero,
Nos ombros a colocaram,

Minutos após saírem,
Vendo os prédios que desabavam,
Quem pode salvar suas vidas,
De emoção então choravam,
Pois perderam muitos amigos,
Que tanto admiravam,

Perdoem-me, por favor,
Mas tenho que ir embora,
Quem sabe um dia volte,
E fale daquela senhora,
Uma pessoa de sorte,
Que se salvou naquela hora.
Robnho Da Madeira
Enviado por Robnho Da Madeira em 19/09/2007
Código do texto: T659387

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Sobre o autor
Robnho Da Madeira
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 40 anos
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Robnho Da Madeira