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A CRISE


A crise chegou ligeira,
E se instalou furiosa,
Derrubando da cadeira,
Muita gente bem famosa,
Ministros e deputados,
E outros menos falados,
De vida bem nebulosa.

No começo era uma briga
De galos, dos bem treinados,
Evoluiu numa intriga
De penas p’ra todo lado,
Sobrou p’ro dono da rinha,
E p’ros ladrões de galinhas,
Vestidos de deputados...

As CPI’s do Congresso,
São instrumentos legais,
Para apurar com sucesso
Maracutaias e tais,
Às vezes não dão em nada,
E a pizza de marmelada,
Eu juro: não como mais!

Mas desta vez bem parece
Que a coisa vai tomar jeito,
E não precisa de prece,
Nem apelar pro prefeito,
É que a eleição tá bem perto,
Quem não tiver rumo certo,
Pode esquecer do tal pleito.

Tá todo mundo na mira,
e ninguém pode fugir,
da onda de ziguizira
que não dá pra resistir,
tem a tal febre aftosa,
e a febre carrapatosa,
que não se pode medir.

A inflação tá pequena,
Mas o país anda tenso,
É que o passado condena,
Voando conforme o vento,
É mala de todo jeito,
Sobrando pra ex-prefeito,
Para o pastor, pro convento.

Eu que votei na esperança
Desta terra endireitar,
Como ouvi  desde criança,
Todo mundo me falar,
Fiquei de novo frustrado,
Ao ver meu sonho roubado,
Meu voto desperdiçar.

As CPI’s do Congresso,
São instrumentos legais,
Para apurar com sucesso
Maracutaias e tais;
Às vezes não dão em nada,
E a pizza de marmelada,
Eu juro: não como mais!

EMILIO CARLOS ALVES
Enviado por EMILIO CARLOS ALVES em 08/12/2005
Código do texto: T82400
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Sobre o autor
EMILIO CARLOS ALVES
Santos - São Paulo - Brasil, 69 anos
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EMILIO CARLOS ALVES