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Erros e acertos da língua portuguesa - Interessante!

Há dias, me surpreendi com um erro de linguagem muito comum que depois de pesquisar e me certificar de que eu estava certo, descobri que já é aceitável no dicionário do Aurélio de 1999 pela insistência do uso. Mas, esse desvio semântico, originado pelo desconhecimento do significado próprio da palavra, não pode pertencer à linguagem de primeira linha apesar de não ser considerado erro.
Trata-se da palavra “alternativa”. Em latim, "alter" significa o outro, como em "alter ego" (o outro eu).
Muitos escritores, professores, escolas, faculdades, usam a palavra em questão, como sinônimo de opções.
É comum nas provas o termo: “Escolha a alternativa correta”. “Teste de 5 alternativas”.
“Procurar outras alternativas”.
“Alternativa”. Significa a escolha entre duas possibilidades apenas. Uma ou outra. Ficar ou partir. Concordar comigo ou não.
Sem contar as aberrações de linguagem cometidas pelos parlamentares.
Por exemplo: “Internalização”
Internalizar não é, embora possa parecer, apenas uma forma banal de dizer "pôr para dentro".
Os ladrões corruptos que se abasteciam do dinheiro do valérioduto, fizeram desse verbo o sinônimo do caixa dois. “Não declaramos esse dinheiro porque não poderíamos Internalizá-lo. "Usando à própria linguagem deles, tínhamos que “Internalizá-los” numa cadeia de segurança máxima".
“Internalizar" é um anglicismo do vocabulário da psicanálise e tem sentido muito preciso: introjetar, adotar inconscientemente idéias alheias como se fossem próprias.
E o pior! Isso se tornou vício de linguagem no Palácio do Planalto.
Outra expressão condenada por muitos estudiosos da língua portuguesa, nomeada como espanholismo, francesismo, modismo, cacoete, tragédia lingüística e outras más qualificações além de ser um termo inútil é: “A nível de” A nível de que?
Só se for a "nível de" ignorância, por preguiça de ler e estudar um pouco a nossa língua como faz o nosso honrado presidente LULA.
E para finalizar esta, um erro muito comum que tem aparecido em vários textos aqui no Recanto, é o de acentuar a palavra “quê” ou “ o quê” na expressão interrogativa. Só é acentuado quando se refere a algo misterioso. Expressão de surpresa. “Um quê misterioso a distinguia” Na expressão interrogativa ele é um pronome substantivo. “o que desejam vocês?” neste caso não é acentuado.
Longe de querer ensinar quem quer que seja. Não sou professor de português, nem membro da Academia Brasileira de Letras. Porém, gosto de escrever e tenho algum conhecimento adquirido, pelo esforço de não maltratar “A flor do Lácio”.
Sou apenas um amante das letras e procuro juntá-las para escrever algumas frases.


Vincent Benedicto
Enviado por Vincent Benedicto em 19/01/2006
Reeditado em 19/01/2006
Código do texto: T100789
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Sobre o autor
Vincent Benedicto
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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