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Daslu X Daspu 
Vincent Benedicto


Quem não conhece a Daslu? Considerada a mais luxuosa loja do Brasil com sede em São Paulo, que na sua inauguração foi destaque nos melhores veículos de comunicação do país e por ironia do destino, capa das melhores revistas, primeira página de jornais e centro das atenções do jornalismo eletrônico quando seus proprietários junto com seu contador, foram presos pela policia federal por sonegação de impostos e suspeita de contrabando. Acredito que todos conheçam! Agora, novamente a Daslu entra em cena, desta vez processando uma das maiores organizações governamentais da vida, que atende as meninas-moças do Rio de Janeiro. Trata-se das prostitutas que adotaram o nome Daspu para suas marcas de roupas de "batalha", literalmente das putas.
Eu particularmente, achei genial a idéia da escritora e prostituta aposentada Gabriela Leite. “Aliás o meu figurino sempre esteve mais pra Daspu do que pra Daslu. Trabalho desde os 17 anos e como a quase totalidade do povo brasileiro jamais ganhei o suficiente pra passar nem na porta do monumento a ostentação.
Detesto a futilidade das peruas dasluzetes. Prefiro o escracho das moças generosas. Alegar que as prostitutas cariocas estão denegrindo a imagem da Daslu e declarar uma guerra judicial só deu a Daspu uma propaganda gratuita e maciça na mídia nacional que nenhuma estratégia de marketing poderia superar.
Uma jogada de mestre das fornecedoras de sexo que abastecem um mercado que enfrenta hoje a concorrência desleal das chamadas moças de família que freqüentam a Daslu e dão de graça para qualquer um que tenha uma conta bancária "afrodisíaca".
Os pagodeiros e jogadores de futebol que o digam. O cara começa a faturar em euro e chovem dasluzetes na horta dele. Pra mim é tudo puta, só muda a tabela de preços. Sem dúvida as clientes da Daslu tem melhor faturamento. Mas o que está sendo comercializado é o mesmo produto: xoxota.
Não posso deixar de falar "das putas de um homem só". Aquelas ilustres senhoras muito bem casadas, de famílias tradiconalíssimas, que não tem nenhum afeto por seus parceiros , mas mantém o rentável vínculo matrimonial apenas para usufruir do status de consumidora Daslu e outras frivolidades.
Qual a diferença entre elas e as meninas que rodam bolsinhas em beira de calçada de qualquer cidade brasileira? _ Ambas lutam pela sobrevivência. Cada qual com a sua arma. Será que o valor do pedaço de pano que as cobre é que vai definir socialmente quem é digna ou não de respeito?.”
E por falar em “puta”, lembrei-me de Helena uma grande amiga que está vivendo um “puta” dilema. Casada, 40 anos de idade, um filho de 15 anos, conheceu um cidadão pela Internet e depois de algumas conversas pelo msn se encontraram. A carne é fraca o (bicho) tenta e o ferro entra. Se apaixonou por Eduardo - casado - pai de dois filhos, 45 anos, alega que vai mal no seu relacionamento e que a ama de paixão. Ela, depois que se apaixonou por ele, viu todos os defeitos que o marido não tinha. Um dia desses me ligou pedindo ajuda. Como se eu fosse um analista, psicólogo ou coisa parecida. Marcamos um encontro e lá vou eu ouvir o choramingo de Helena que deu para um garanhão e agora está segurando um rojão. Depois de ouvi-la , pagar umas doses de ”whisky” e não comê-la por ser minha amiga, aconselhei-a que procurasse um psicólogo. Semana passada Helena me ligou agradecendo-me pela indicação do psicólogo. Depois de algumas consultas, descobriu que Marcos – o psicólogo – era melhor que Eduardo seu ex-amante. O marido como é um cara bem financeiramente, jamais se incomodaria de pagar cinco anos de consulta psicológica para sua querida esposa. Se a moda pega...

À partir de hoje... eu darei as consultas...

Vincent Benedicto
Enviado por Vincent Benedicto em 31/01/2006
Reeditado em 28/03/2006
Código do texto: T106366
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Sobre o autor
Vincent Benedicto
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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Vincent Benedicto