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DECEPÇÃO E SOFRIMENTO.

Não seria necessário discorrer sobre o tema justificando um estado de espírito pelo outro, ou seja, é lógico o raciocínio de que um é causa do outro.

Sempre que alguém nos decepciona, incorremos num sofrimento gerado de tal fato, e esse sofrimento será proporcional a importância relativa que essa pessoa tem na nossa existência. Sendo assim, uma atitude inaceitável de um colega de trabalho não tem o mesmo valor emocional dessa mesma atitude se fosse nos oferecida pelo nosso melhor amigo.

Deixando de lado as conseqüências, gostaria aqui de enfocar a "responsabilidade" pelo efeito, no caso, o sofrimento.

Numa fria análise, essa responsabilidade é, sem sombra de dúvidas, da pessoa que nos "decepcionou".

Tentemos enxergar a questão por um outro lado.

Perguntemo-nos: O que exatamente é a DECEPÇÃO? Usando as definições contídas no "Grande Dicionário Larousse Cultural da Língua Portuguesa", encontramos que decepção é "...engano, logro, desilusão, desapontamento". Mas, engano de quem? Desilusão causado por quem? Pois eu me respondo... por mim.

Sim, é exatamente isso que retrata a realidade dos fatos.

Quando colocamos sob a responsabilidade das pessoas que estão ao nosso lado uma série de normas e condutas que seriam nada mais, nada menos que nossas espectatívas quanto àquilo que quereríamos receber, sem notarmos, estamos alijando esses nossos semelhantes de seu "livre-arbítrio", algo que tanto valorizamos em nós mesmos.

Sendo assim, aquilo que muitas vezes pode se apresentar como uma "punhalada", não passa de uma perspectiva incorreta de comportamento que esperávamos desta ou daquela pessoa. Diante de certos fatos da vida, existem várias formas de se encarar um mesmo problema, e, a nossa visão não corresponde com a totalidade do nosso meio social. Em outras palavras, é o nosso egoismo agindo em defesa dos nossos interesses em detrimento da liberdade alheia.

Podemos também lembrar que muitas vezes as decepções nos vem em forma de ingratidão. Nesses casos, fica ainda mais difícil admitir que a culpa também é nossa, mesmo aí. Mas nesse ponto, quem fala mais alto é nosso orgulho, pois, a partir do momento que nos creditamos junto a quem quer que seja em função de um favor, benefício ou ajuda de qualquer espécie que possamos ter prestado, sentimo-nos no direito de ter tal atitude retribuida, o que seria até o correto. Porém, lembremo-nos que nem todos tem as mesmas condições morais.

Então, o que fazer? Isolamo-nos de tudo e de todos e passamos a viver exclusivamente para nós? Não, é claro que não. Se de um lado levamos algumas "rasteiras", por outro angariamos aquilo que é a maior riqueza para o ser humano que procura algo mais além da satisfação carnal. As verdadeiras amizades.

E o que fazer para não dar entrada em nossos corações à esses sofrimentos?

A resposta seria fácil, se não fosse tão difícil...PERDOAR.
espírito do mar
Enviado por espírito do mar em 08/02/2006
Código do texto: T109520
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Sobre o autor
espírito do mar
Jundiaí - São Paulo - Brasil, 54 anos
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