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Os Temperos de Josefa

“Antonio era apaixonado pela esposa Josefa. Na verdade, não só por ela, mas também pelos seus dotes culinários, que já a acompanhavam em um enlace matrimonial de mais de 20 anos.
Tudo que Josefa fazia era incrivelmente saboroso, era divino. Antonio esbaldava-se com as guloseimas que Josefa preparava.
Mas não era por acaso que Josefa fazia tantas coisas gostosas. Seu segredo estava guardado a sete chaves dentro de um velho pote, um potezinho já gasto e marcado pelo tempo, um segredo nunca revelado a ninguém, apesar de todos (inclusive o próprio Antonio) insistirem em saber o que havia nele. Um velho pote que pertencera a sua avó, sua mãe e agora a Josefa, que muito provavelmente pertencerá a sua filha.
Todas às vezes, em que Josefa fosse cozinhar, ela abria o pote enfiava a mão dentro dele e adicionava o maravilhoso tempero nos alimentos e mais uma delicia estava pronta. Era um tempero maravilhoso, pois Josefa usava-o para qualquer fim. Se fizesse um bolo usava o tempero, se fizesse um doce também o usava, para toda comida salgada, lá estava o velho pote.
O mais incrível é que o seu conteúdo nunca acabava, realmente era um tempero mágico, pois quanto mais se usava, mais se tinha.
Certo dia, de repente, Josefa adoeceu. Consulta de urgência e o inesperado, devido a uma forte infecção na laringe Josefa teve que ser internada por alguns dias.
Antonio viu-se desamparado, sem sua esposa amada e sua cozinheira predileta.
Sozinho e sem rumo, Antonio deparou-se com o velho pote de Josefa. Pensou ser a grande oportunidade de descobrir os segredos da esposa. Não pensou duas vezes e abriu o velho pote.
Sua surpresa foi tamanha. Dentro do velho pote, apenas um pequeno bilhete que dizia”. “Tudo que você fizer, faça bem feito! Em tudo que você fizer, adicione o Amor!”
 
E nós? Será que fazemos as coisas bem feitas? Será que em tudo adicionamos o amor?
Definitivamente, o amor é o tempero da vida. Da nossa vida, doce, amarga ou salgada. É através dele que norteamos nossas atitudes.
E atitudes são ações e ações geram reações.
É com o amor que fazemos as coisas bem feitas, ricas com seus detalhes perfeitos.
O que se faz bem feito é eterno!
Mas muitos, infelizmente ainda insistem em trilhar por outros caminhos e buscam apenas bens materiais como a verdadeira razão da felicidade, deixando o amor em segundo plano.
Apaixonam-se por tudo aquilo que é perecível.

O querido amigo e companheiro de ideal, Wellington Balbo, com mais uma linda mensagem “O Kit Desgraça”, entre muitas outras mensagens de sua autoria, que falam de amor e otimismo, ensina-nos exatamente sobre esta procura da felicidade, sobre a opção, sobre os caminhos que temos de sermos felizes ou não.

Toda criatura humana é moldada pelas suas sensações e emoções.
Uma vida sem o tempero do amor é uma vida desconfigurada, sem entusiasmo e fria.
Muitas vezes nos perdemos em ilusões geradas pelo nosso próprio orgulho e encontramos na desgraça alheia o nosso refugio.

Amigo leitor, não deixe de temperar sua vida com o amor.
Faça tudo bem feito.
Não sinta orgulho, sinta prazer.
Tenha o prazer na alma, por fazer as coisas com amor.


Reginaldo Cordoa, futuro Administrador de Empresas e Apaixonado pela Vida.

09/02/2006

Reginaldo Cordoa
Enviado por Reginaldo Cordoa em 09/02/2006
Código do texto: T109862
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Sobre o autor
Reginaldo Cordoa
Matão - São Paulo - Brasil, 46 anos
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Reginaldo Cordoa