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Onanistas literários & "Punheteiros" virtuais - Não deixe de ler!

Dias atrás, publiquei um poema – se é que posso chamá-lo assim –
“ Epitáfios da literatura” e recebi muitos e-mails de leitores, que ficaram com dúvidas à respeito da mensagem que o texto passa, causada por uma palavra que não é comum nos dias de hoje. Seria um narcisismo escrachado de minha parte, fazer uma crônica de um texto meu. Porém, resolvi abordar a questão de uma forma mais explícita.
A palavra em questão é o (ONANISMO). Sua origem histórica, é da bíblia, que no livro de Gênesis (a tradição judaica lista Moisés como o autor) no capítulo 38 versículos 8 e 9 diz assim:
8-)Então disse Judá a Onã: Toma a mulher do teu irmão, e casa-te com ela, e suscita descendência a teu irmão.
9-)Onã, porém, soube que esta descendência não havia de ser para ele; e aconteceu que, quando possuía a mulher de seu irmão, derramava o sêmen na terra, para não dar descendência a seu irmão. Temos aí então a origem do termo ONANISMO que significa, coito interrompido para evitar a fecundação, ou seja, (interrupção da vida pelo livro sagrado) e por ser praticado por Onã deu origem ao nome.
A masturbação é a estimulação dos órgãos genitais, manualmente ou por meio de objetos, para obter prazer sexual. Sua origem vem da junção de duas palavras latinas “manus” que significa mão e “turbari” que significa esfregar com as mãos. Esse termo foi usado pela primeira vez pelo médico inglês e fundador da psicologia sexual, Dr. Havelock Ellis, em 1898.
Termos vulgares para a masturbação são (“bater uma punheta”), (abuso de si mesmo) e (vício solitário). Ao longo do tempo, os dicionários aceitaram o ONANISMO como sinônimo de MASTURBAÇÃO pelo fato de ambas as práticas levarem à perda do sêmen – que tanto no caso de Onã, quanto na masturbação, o sêmen ejaculado seriam (desprezados), contudo, são palavras distintas e com significados diferentes.
Na Idade Média a Santa Inquisição (instituição repressiva da Igreja Católica) perseguiu os praticantes da masturbação levando-os à fogueira. A argumentação era que a masturbação permitia que os íncubos e súcubos se reproduzissem. Eram demônios masculinos e femininos que segundo a crença popular vinham pela noite copular com uma mulher, perturbando-lhe o sono e causando-lhe pesadelos. Ainda hoje existe a crença medieval de que a masturbação causa: impotência, epilepsia, cegueira, pêlos nas mãos, reumatismo e etc. ( Se fosse assim 90% da população já era!)
Porém, a ciência descobriu recentemente, que a masturbação é um excelente instrumento de prevenção contra o câncer de próstata. ( O que vai ter de “neguinho” socando a manguaça depois de ler este texto... ) O efeito preventivo é maior durante a faixa dos 20 anos. Quem ejacula mais de cinco vezes por semana nessa fase, tem possibilidade um terço menor, de desenvolver tumores malignos na próstata. O que importa é gozar, (Trepando ou socando uma). (risos)
“Outros benefícios proporcionados pela masturbação; 1. Revigora os tecidos através da irrigação sangüínea na região pélvica – onde se encontra os órgãos genitais; 2. É uma prática que alivia o estresse, pois durante o orgasmo o cérebro é inundado pela “endorfina” que é um hormônio que produz uma sensação de alívio e bem-estar – combate a ansiedade e o mau humor”. ( Será que é por isso que sou bem humorado?).
Voltando ao tema inicial, o que causou dúvida foi a frase final do poema “Epitáfios da literatura” que diz: (Assim divaga o pobre intelectual, deleitando-se em seu onanismo). Eu poderia dizer que: assim continua no erro o pobre intelectual, deleitando-se na interrupção da vida, envelhecendo, esquecendo de viver, dando importância maior ao materialismo literário, se tornando cada vez mais incrédulo, a ponto de questionar sua própria existência e etc... Por outro lado, eu também poderia usar a MASTURBAÇÃO como sinônimo de ONANISMO como se fosse a busca do prazer literário, ou seja (uma masturbação literária que ao invés de lhe dar prazer pela vida, interrompe-a, ao envelhecer acreditando somente nos epitáfios literários, questionando a própria existência e a existência do seu criador e etc...). São palavras que têem significados diferentes, porém, o resultado final segundo o LIVRO SAGRADO, é a interrupção da vida. (Pecado ou não, isso é outra história e se for estamos fu...)
Existem hoje os ONANISTAS literários e os “PUNHETEIROS” virtuais, (que é outra espécie em reprodução). Mas, essa história fica para outra ocasião.

Leiam o poema “Epitáfios da literatura” tirem suas conclusões e comentem “please”

Abaixo está o link:
http://www.recantodasletras.com.br/poesias/110054  






Vincent Benedicto
Enviado por Vincent Benedicto em 11/02/2006
Reeditado em 19/07/2006
Código do texto: T110438
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Sobre o autor
Vincent Benedicto
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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