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AS VERDADES DA VERDADE DE CADA UM.

Prosseguindo sobre as reflexões do texto anterior, passarei a "divagar", agora no âmbito íntimo.

Aquilo que venho chamando de "VERDADES", seriam o conjunto de nossas percepções racionais sobre todos os aspéctos do cotidiano de nossas vidas. Em outras palavras, o modo como reagimos diante de tudo o que se passa ao nosso redor.

Toda nossa reação está diretamente relacionada ao nosso nível evolutivo. Esse nível evolutivo é composto pela conjugação de nossa moralidade, intelectualidade e espiritualidade, que nem sempre estão num mesmo patamar, ou seja, podemos ser moralmente um exemplo de conduta sem que nosso intelecto se destaque da mesma forma, assim como também o contrário acontece. Nossa espiritualidade pode ser extremamente desenvolvida, enquanto nossa moralidade não expressa esse desenvolvimento. E tudo isso se dá pelo fato de expressarmos em nossos atos aquilo que para nós é a "verdade". Eu jamais serei um bom marido, por exemplo, se a "verdadeira" felicidade que procuro está nos gozos extra conjugais. Jamais serei um ótimo profissional, se minha "verdadeira" realização estaria em um outro ramo de atividade, diferente àquele por mim exercido.

Essas realidades são formadas dentro de nós. Nós somos seus artífices. São obras de nosso lívre-arbítrio, que simplismente é a única coisa que podemos dizer com plena convicção ser de nossa exclusiva propriedade, não cabendo sequer à nosso Criador pleitear-nos tal fato, pois foi por Ele à nós concedido. O que pertence a Deus, além de nosso corpo e espírito, é o "pagamento" das obras realizadas por esse lívre-arbítrio. Para não se ter dúvidas sobre este aspécto, basta-nos pensar que, se também nosso lívre-arbítrio fosse propriedade Divina, jamais incorreríamos em erros. A negativa à tal fato seria afirmar que Deus é falível.

Os aspécto externos, ou seja, as "macro-verdades" (expostas em meu último trabalho - "AS VERDADES DA VERDADE") podem influenciar nossos pensamentos, mas jamais irão ditar as nossas verdades. Podemos estar vivendo em um pais onde a pena de morte seja uma verdade, mas isso não quer dizer que esta seja uma verdade para nós. Posso levar meu filho a uma igreja católica, onde ele irá aprender que batismo, confissão, eucaristia e outros conceitos da igreja são necessários para a "salvação" de sua alma, entretanto isso não quer dizer que ele não possa pensar de forma diferente, recusando tais preceitos. O mesmo pode se dar numa igreja evangélica, na umbanda, no judaismo, enfim, não estou tendo aqui nenhuma intenção de reprovar esta ou aquela forma de manifestação religiosa.

Resumindo, são nossas verdades que ditam nossos atos. É o conjunto de nossos valores como ser humano que nos dirá o que é o certo e o que é o errado, não querendo isso dizer que as nossas verdades retratem as "verdadeiras" verdades. Se assim pensarmos, estaremos agindo egocentricamente, o que caracterizaria uma predominância do egoismo em nosso íntimo, e essa é uma verdade que devemos eliminar, assim como o orgulho, outro vilão de nossas verdades.

As verdades são criadas por nós com o objetivo de alcançarmos aquilo que todo o ser humano busca em sua vida, que é a felicidade (eis ai uma grande verdade). Estaremos no caminho correto desse objetivo quando transformarmos nossas verdades em "Sabedoria", sendo que, na obtenção desta última se faz necessária uma verdade... a humildade.

Chego a conclusão que, o melhor que podemos fazer para uma perfeita jornada, seria seguir aquilo que Sócrates, há mais de quatrocentos anos A.C. disse..."só sei que nada sei".
espírito do mar
Enviado por espírito do mar em 13/02/2006
Código do texto: T111212
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Sobre o autor
espírito do mar
Jundiaí - São Paulo - Brasil, 54 anos
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