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Se formos calmos,
amigos e amantes.

Evaldo da Veiga


A imensa escuridão 
se transforma em azul,
dependendo das 
circunstâncias que criamos.

Se formos calmos, amigos
e amantes, a escuridão dá lugar
à tonalidade etérea,
que se enquadra
nos matizes do amor. 

Mas se surge à expectativa de
uma distância iminente, 
se caímos na truculência
ou na sonegação de carinho, 
nosso mar alegre se transforma
 em revolto e triste:
e, sem movimentos suaves,
 chora a perda do amor 
chocando-se nas pedras
 com inútil rancor.

Em fluxo, espraia suas ondas
 desejoso do reencontro;
 em refluxo, sente desilusão
 por mais uma tentativa em vão.

E, nestas idas e despedidas constantes,
 vem o cansaço, suas ondas esmorecem,
 não acontece o reencontro.

Sente ausência de ternura.
Ai percebe que não cultivou  o amor,
somente ilusão.

evaldodaveiga@yahoo.com.br

Nota: Imagem, Tela do Salvador Dali

Evaldo da Veiga
Enviado por Evaldo da Veiga em 15/02/2006
Reeditado em 12/10/2007
Código do texto: T112321

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Sobre o autor
Evaldo da Veiga
Niterói - Rio de Janeiro - Brasil, 73 anos
952 textos (313617 leituras)
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Evaldo da Veiga