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Um pouco de mim


Dias atrás, fui indagado por uma escritora, que me perguntara de onde vinha essa minha ligação com o mar em meus escritos. Eu como sou um sonhador nato, tem dia que escolho o sonho que quero sonhar. Tudo depende da leitura que me envolve no momento. Sobre o mar por exemplo, leio muitas estórias interessantes e isso com certeza me inspira. Os grandes e notáveis, mitos e lendas, surgiram da antiga vivência do homem com o mundo marinho. Inúmeras fantasias e diferentes simbologismos foram criados em torno do mar e de seus elementos. Hoje temos estórias curiosas, lendas, mitos e os mistérios do mar, tanto do Brasil, como de todos os mares do mundo. Desde a Grécia Antiga, as ilhas por exemplo, participaram do imaginário dos homens - como o paraíso perdido - eram considerados lugares de transgressão moral, onde moravam povos excluídos do ecúmeno conhecido. No entanto, as que neles se integravam, eram consideradas berços da civilização, como ocorria com as ilhas gregas. Na mitologia grega, as ilhas, estão associadas com a imagem do rio Oceanos, esposo de Tétis, que simbolizava as profundezas do mar.
Na Ilíada, Oceanos e Tétis representavam o casal ancestral, pais dos deuses anteriores aos primeiros momentos da cosmogonia (Teoria da formação do universo). Oceanos era um rio possante, de curso tumultuoso, não-delimitado, num espaço onde não havia nem céu nem terra. Era um ser masculino, dotado de vida, de sentimentos e de qualidades morais. Tétis era uma massa de água animada que não se podia distinguir do próprio Oceanos. Eles tiveram muitos filhos, sendo os mais conhecidos Urano e Gaia. Existia também o velho e sábio Nereu, divindade marítima, e as Oceânidas. Diz também a estória da mitologia, que o Céu e a Terra saíram da água primordial que subsistira fora do universo que acabava de se formar. A água cercava a terra, e Oceanos, alimentava todas as fontes e rios por via subterrânea. Apesar de pai dos deuses, o casal era representado como anciãos que habitavam nos confins do mundo, e o local em que as águas do grande rio se originavam, era chamado de fonte do oceano. As fontes que Oceanos alimentava seus filhos, penetraram no interior das terras e as fertilizaram. O rio Oceano, tinha três mil filhos que eram os rios e outras tantas filhas, as ninfas oceânicas. As longínquas costas do rio oceano, eram habitadas por povos fabulosos. A oeste dele, estava o gigante Atlas que sustentava o céu nos poderosos ombros. O deus do mar era Possêidon(Netuno), representado pelos cabelos revoltos, inspirando terror profundo, pois com seu tridente podia causar terremotos. Era invocado pelos navegantes e negociantes que lhe rogavam uma boa travessia. Em outras estória que li, Possêidon é meio estranho, acho que gostava de outra fruta. Porém, como tudo isso são apenas estórias, você pode contá-las da maneira que desejar. Voltando ao assunto anterior, temos nessas estórias, uma fonte inesgotável de inspiração para escrever, se navegarmos pelos diversos mares em nossas ilusões e deixarmos a inspiração fluir. Eu particularmente, não gosto de poesias que retratam a realidade. Prefiro o mundo dos sonhos. Os nossos sonhos são intocáveis. No mundo dos nossos sonhos, só entra quem permitimos. Para mim, a vida é um sonho lindo e cada nascer do sol, eu agradeço ao criador por mais um sonho. Em 1981, li um livro de Maxwell Maltz (Liberte sua personalidade), que praticamente me fez um desafio. Ele ensina nesse livro uma nova maneira de viver. Coloquei-a em prática, e adquiri o hábito de ser feliz. Dessa época até hoje, todas as minhas dificuldades, na realidade foram desafios. Muitos eu venci, e com outros aprendi. E com certeza continuarei aprendendo. Uma das coisas que aprendi, foi sonhar e acreditar nos sonhos. Hoje sou uma pessoa tranqüila, de bem com a vida, sem tabus, avesso às regras impostas pela sociedade, às vezes quando pisam no meu calo eu vou para o ataque, mas, depois volto para minha tranqüilidade. Sou dedicado em tudo, amo o universo, amo a vida, amo tudo o que faço, amo as pessoas de bem, desprezo a incredulidade, a falsidade, a hipocrisia, a demagogia e tenho como resultado final, sucesso em tudo aquilo que me proponho a fazer. Prefiro o tablado da comédia, que a seriedade do púlpito. Escrever para mim, é puro lazer, não importa ser ou não ser escritor, importa viver. E com isso acabei de fazer um poetrix. (risos)


Escrever para mim

é puro lazer
não importa ser ou não ser
Importa viver.



E você sonha?





Vincent Benedicto
Enviado por Vincent Benedicto em 19/02/2006
Reeditado em 19/02/2006
Código do texto: T113683
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Sobre o autor
Vincent Benedicto
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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