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EM BUSCA DA FELICIDADE.

Eis aí um grande produto à venda nas mais diversas formas de aquisição.

Muito se diz - e escreve - sobre os melhores caminhos para se obter esse produto de rara ocorrência.

Na visão capitalista, ela será encontrada no progressivo bem estar causado pela aquisição de bens de consumo materiais. Estudiosos da Ciência Econômica afirmam, desde Adam Smith (o pai da matéria) que uma sociedade estará tão próxima de uma situação geral de felicidade quanto estiver dos itens materiais que suas economias conseguem adquirir. Seria desnecessário discorrer sobre tal tese, visto que à nossa volta encontramos casos que a desmentem... aos montes.
Ainda entre os economistas, também temos a concepção socialista - ou comunista, ou ainda Marxicista - que transfere ao Estado essa "distribuição" equânime dos recursos materiais da sociedade. Em sua gênese, pelo menos em minha opinião, esta seria uma maneira mais correta para se obter a tão sonhada felicidade. Entretanto, também nesse modêlo encontramos várias exemplificações de insucesso.

Já entre os filósofos, dos filhos da antiga Grécia - Sócrates, Aristóteles, Platão, etc. - até os genitores da idade moderna - Diderot, Balzac, etc. - encontramos um esforço enorme - e extremamente lúcido - em transferir para a interiorização do ser a responsabilidade da obtenção de um equilíbrio perfeito social, o que conseqüentemente nos levaria a uma sociedade feliz. O resultado dessa interiorização individual, sem dúvida leva o homem a observar pontos importantes de sua existência. O ser humano procurando dentro de seus conceitos ser um protótipo de ser social, automaticamente se torna uma pessoa de melhor índole, passando a respeitar seu semelhante como um ente igual. Tais providências podem levar a sociedade a ser mais justa, no entanto, isso não implica que ela seja feliz.

Dentro da Religião, o encontro da felicidade está na procura de Deus. Isso é incontestável - pelo menos para a grande maioria que crê no Criador -, porém, seria algo plausível se o termo se resumisse numa única religião... aquela dos crentes em Deus. Muito longe disso é a realidade. O que vemos na sociedade global é uma infinidade de "formas" de se crêr, sendo que cada uma das linhas religiosas atribui à si a exclusividade das Verdades Divínas. Dentro desse contexto, não consigo enxergar que exista uma sociedade feliz, quando até mesmo nas maneiras de se procurar a Divindade não existe coerência entre as criaturas. O fato da existência de Deus é incontestável, entretanto, as disparidades existentes entre as religiões denota um fato insofismável... algo está errado nessa procura pela felicidade.

A conclusão à que chego me diz o seguinte:
Na procura pela felicidade, o ser humano deve agir em três frentes. Numa delas, a que classificaria como secundária, ele deve buscar viver de forma prazeirosa, buscando satisfazer as necessidades da carne através da obtenção de um padrão de vida que lhe permita um bem estar material dígno. Para obter tais resultados, ele tem de contar com sua força de trabalho, sua dedicação no aperfeiçoamento profissional, a busca por "um lugar ao sol". Mesmo que tenha nascido "em berço de ouro", a busca pelo seu espaço é mister para encontrar tal satisfação. Nesse quadro de situação, entraria a atuação do Estado como mola propulsora e de equilíbrio para garantir aos menos favorecidos as condições básicas para tais objetivos, proporcionando à sociedade condições eficazes de educação, saúde e segurança, além de gerir decisões de justiça social.
A segunda frente de atuação diz respeito ao convívio social, ou seja, é a procura pela conciência tranqüila - ou então, paz de espírito, como queiram. Esse bem estar íntimo se obtem agindo de forma justa com os semelhantes. É o buscar a ascensão própria sem repressão ao direito alheio. Em suma, é o respeito à individualidade de cada um.
Se o Estado permite tal cenário de prosperidade, o cidadão busca sua dignidade através de atos meritórios e o respeito às mesmas condições ao semelhante é observado, o encontro com a felicidade está bem próximo, faltando a obtenção de êxito na terceira frente... o encontro com Deus.
Tal encontro só se dará se os atos Divinos estiverem presentes na atuação do ser humano. Tais atos nada mais são do que a obediência ao ensinamento cristão, que diz "...amai à Deus sobre todas as coisas, e ao próximo como a si mesmo...". Em outras palavras, ter fé - não a fé cega - no Criador e praticar de maneira imparcial o amor do Cristo, que se realiza na forma da caridade. Não digo aqui aquela caridade contida numa esmola dada, mas sim, dos atos de amor que devemos ter junto de nossos irmãos.

Com uma vida material próspera, uma situação social dígna e o encontro com Deus - que nada mais é que sua evolução como criatura - o homem encontra ai o que tanto procura... a verdadeira FELICIDADE.

Se não for por ai, me dêem outro caminho, por favor!
espírito do mar
Enviado por espírito do mar em 13/03/2006
Código do texto: T122475
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Sobre o autor
espírito do mar
Jundiaí - São Paulo - Brasil, 54 anos
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