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Homenagem às mulheres

Ora direis, ouvir estrelas... E por incrível que pareça nós as ouvimos todos os dias de nossas vidas, desde o momento de nossa concepção até nosso último suspiro.

Essas estrelas brilham na forma de mãe, esposa, amigas, colegas, professoras, filhas. São formas harmoniosas que condescendentemente nos emprestam seu brilho para nossa formação moral, intelectual e profissional.

A mulher é sexo frágil? Como diria o "tremendão" Erasmo Carlos "mas que mentira absurda". Afinal, quem é que manda, desmanda, organiza e prepara a nós, pobres homens, para a vida? São elas, as mulheres.

Houve um tempo em que nos sentíamos ameaçados, inconformados com a força que a mulher estava empenhando para tomar o espaço que considerávamos nosso. Como éramos ingênuos... As mulheres sempre souberam que mais cedo ou mais tarde iríamos cair definitivamente em suas mãos. OBA!!

Já estamos mais conformados, os últimos bastiões da resistência masculina limitam-se a meia dúzia de gatos pingados, escondidos por trás de seus bigodes de machões latino-americanos. São tão poucos que montaram a associação de defesa da espécie em extinção. Soube de fonte segura que seus membros reúnem-se num quarto e sala em Belo Horizonte e, quanto há um encontro nacional dos machões, fretam uma kombi e lotam um boteco no interior de Alagoas.

Com o progresso da genética dizem que nós homens seremos capazes de engravidar, pasmem! Mas será que as mulheres irão querer abrir mão deste direito divino? Dúvido!

Elas reclamam das dores do parto, dos incômodos da gravidez, dos enjôos, do peso, do desconforto. Céus! Como reclamam! Mas reparem no brilho dos olhos, no sorriso secreto que carregam em suas almas. Elas reclamam só para nos provocarem!

O Dia Internacional das Mulheres foi criado como forma de homenagem a um grupo de operárias massacradas porque lutavam por uma jornada de trabalho de "apenas" 10 horas/dia. Eram outros tempos. Em breve, seremos obrigados a instituir o Dia Internacional dos Homens, pois assim como as baleias, o mico leão dourado e a ararinha azul, também somos uma espécie em extinção.

Um alerta aos companheiros: aprendam a cozinhar, lavar, passar, cerzir, bordar, limpar, e outras tantas mil tarefas que julgamos indevidamente femininas, pois a mulher já sabe há muito tempo julgar, administrar, construir, processar, arquitetar, jogar bola, lutar boxe, clinicar, vender, operar e por aí vai...

Brincadeiras a parte, que todos nós homens e mulheres, tenhamos consciência que o mundo é nosso, somos parceiros, sócios deste empreendimento gigantesco que é construir um futuro melhor.
Mauro Gouvêa
Enviado por Mauro Gouvêa em 15/03/2006
Código do texto: T123520

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Sobre o autor
Mauro Gouvêa
Alfenas - Minas Gerais - Brasil, 51 anos
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Mauro Gouvêa