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Desligue o Piloto Automático!

Muitas vezes, corremos o dia todo atrás de nossos afazeres sem nos darmos conta do mal que estamos fazendo a nós mesmos e aos outros.

Vivemos a vida de forma alucinada de casa para o trabalho, do trabalho para a escola e da escola para casa! De cabeça baixa, olhando para o chão, ou olhando para frente sem nada ver.

Pensamos em muitas coisas em alta velocidade e, que podem estar a mil quilômetros de distância. É o trabalho que ficou para trás..., A briga com o colega da empresa..., A discussão com nosso familiar..., a pesquisa que o professor pediu..., o dinheiro que acabou ou está acabando..., Etc. De vez em quando, voltamos a realidade, pois o carro acabou de passar por um dos muitos buracos existentes nas ruas da cidade e esquecemos o que estávamos pensando para reclamar do descaso do poder público.

Em instantes, voltamos a pensar como seria bom ganhar na Mega Sena! E como ganhadores, começamos a dividir o prêmio com nossos parentes..., Amigos..., Igreja. Enfim, ajudamos todos.

Sem nos darmos conta, chegamos até o próximo destino e quando menos esperamos estamos dentro de uma sala com outras pessoas, fazendo alguma coisa na qual também não estamos prestando a atenção.

Dessa forma, é como se nosso corpo fosse conduzido continuamente por um “piloto automático”. A exemplo daqueles que existem nos aviões, o piloto automático conduz o avião naquilo que não foge da rotina, repete situações constantes e costumeiras, sem que haja a necessidade da interferência humana. Se alguma coisa mudar no caminho e não for sentida pelo comandante, o avião pode até mesmo cair.

Com tristeza, vi ainda ontem no telejornal, uma notícia na qual um pai desesperado esqueceu-se do filho de um ano e três meses dentro do carro da família.

Administrador de uma academia de ginástica tem por rotina toda manhã, deixar a filha de nove anos de idade na escola, em seguida, o bebê no maternal e logo depois a esposa na estação do metrô. Por qualquer razão que seja, ontem esta rotina foi quebrada e o piloto automático de sua consciência não foi reprogramado.

Infelizmente, o desenrolar foi a morte do bebê por desidratação e parada cardíaca, decorrente das cinco hora e meia dentro do veículo, em um local sem proteção para o calor. Culpa de quem? Quem somos nós para dizer! Culpa talvez do envolvimento com nossos afazeres que para a grande maioria das pessoas, acaba por retirar-nos da vida presente e lançar-nos em um turbilhão de pensamentos e criações mentais das quais sobrevivemos apenas porque ligamos o piloto automático. Porém de vez em quanto, falha!

Lembro-me dos primeiros filmes sobre a milenar cultura oriental! Trazia as lutas marciais desenvolvidas em mosteiros. Contudo, sempre havia um mestre conversando com um discípulo onde a tônica era: escute o rio..., Veja as folhas das árvores balançando com o vento..., Escute o trinar dos pássaros..., Feche os olhos e escute o gafanhoto que está a seus pés. Ou seja, desligue o piloto automático e sinta a vida. Sinta a presença de Deus!

Mauricio Gonçalves de Moura
Enviado por Mauricio Gonçalves de Moura em 14/04/2006
Código do texto: T138980

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Sobre o autor
Mauricio Gonçalves de Moura
Bauru - São Paulo - Brasil, 54 anos
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Mauricio Gonçalves de Moura