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De novo, o amor

De novo, mais uma vez você vai ler sobre aquele mal que afeta milhões de pessoas todos os dias, que com certeza já te pegou, ou deve estar te fazendo sofrer agora. A solidão, a falta de par. Eu quero um amor!
Já me perguntei várias vezes qual é afinal, a real necessidade de ter alguém para si. Não consigo responder.
Depende do meu, do nosso estado de espírito, quando a solidão bate, é como se faltasse um sentido para tudo o que a gente faz na vida. Não faz mais sentido acordar cedo, trabalhar, estudar, comer, para quê? Pra quem? É uma grande necessidade do outro.
Mas não basta só um amigo, tem que ser alguém para beijar, pra falar, para ouvir...
Mas às vezes eu tenho uma certa confiança e acho que agüento esperar até que apareça o cara certo.
Vamos lá, qual é a definição de cara certo?
O que não seja errado, ele tem que ter e ser e fazer tantas coisas, e não ter e ser e fazer tantas outras... Será que existe?
Baseamos nossas escolhas amorosas em capas de revistas?
O melhor é sempre mais atraente, a espécie precisa sobreviver. Mas e se nós não formos o melhor?
É difícil encontrar uma saída para esse labirinto, você nunca sabe se na próxima curva está a saída ou outra grande decepção.
Não gostamos do amor, ele é chato, é monótono, acaba. Gostamos é de idealizar, porque dá muito trabalho amar...
Gostamos de sofrer.
Onde será que está o problema? As pessoas nos decepcionam por não serem perfeitas, ou nós é que nos decepcionamos nessa busca ilógica?
Poderia ser simples assim, durar só o tempo do filme de amor, ter trilha sonora, quem sabe um cavalo branco, ou belas curvas... Mas a realidade é tão cruel, porque somos tão normais... Somos apenas nós, seres imperfeitos e complexos.
Constituir família então, nem se fala. Dá um medo danado, tem que durar pra sempre?
Com tanto modernismo, as pessoas já se casam pensando no contrato para o divórcio. Não que seja errado se divorciar, aliás, é uma das coisas mais inteligentes que ganhou do preconceito. Não é justo sacrificar uma vida para ser infeliz só por causa dos filhos, da família, da igreja, dos outros.
A separação corrói, dói, mas molda a alma e a gente aprende.
Há sempre dois caminhos, você escolhe sofrer ou não, mas às vezes é tão bom tomar um porre, ouvir uma música triste e chorar por aquela pessoa que você nem gostava tanto assim, ou até gostava e agora por algum motivo não está ali. E nada, absolutamente nada muda o que deve ser. Não estou falando do destino, mas do resultado das nossas ações. Cada escolha no nosso caminho muda tudo o que poderia ser... Não se vive de passado, nem de hipóteses... Vive-se de resultados.
Talvez você esteja se perguntado do porque de toda essa indagação sobre o amor. A resposta é sim. Sim, eu estou sofrendo por amor, ou pela falta dele.
Hoje, há tanta volubilidade, a gente sai, paquera, se diverte, fica com um, com outro e até mais outros, tudo numa noite só. Falta espaço para o romance... Uma vez uma amiga me falou: “Não se arruma namorado em balada.” Ela tinha razão, não que eu estivesse procurando justamente lá, mas é que estamos sempre a procura de novos horizontes... O problema é que ele nunca chega!!
Sabe, sinto falta daquele romance gostoso, do começo de namoro, da expectativa, dos olhares...
Sinto falta até das brigas, ou principalmente delas. Adoro brigar... e fazer as pazes...
Mas o máximo que consegui foi me meter num rolo!!!
Paquerei o cara errado. Ele tem namorada, mas essa não é a pior parte. Está ficando com uma amiga minha. Isso, além da namorada, e correspondeu aos meus olhares... O pior é a minha amiga, quando descobri, fiquei assim... Em choque.
Quero alguém só pra mim, quero um amor só meu, sem idealizações. Simplesmente como ele deve ser: atração física, encontro cósmico. Aquela coisa que ninguém explica. Tem que rolar aquela química. Tem!
Jule Santos
Enviado por Jule Santos em 21/04/2006
Código do texto: T142752
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Sobre a autora
Jule Santos
Ribeirão Preto - São Paulo - Brasil, 29 anos
234 textos (13251 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 08/12/16 02:36)
Jule Santos