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Algumas pessoas não mudam

Inspirado em uma frase de uma amiga: People don’t change






Sim, mudei o título para não generalizar. A frase da Eve era sobre as pessoas e a gente costuma pôr todo mundo em uma fôrma. Mas já estou certo de que raríssimos são aqueles que conseguem mudar. Afinal, assisti a uma frase, ontem, que falava sobre a repetição dos erros. A mudança é um processo lento e doloroso.

Por isso, algumas pessoas não mudam. É muito fácil ter o seu mundo pronto ao seu modo. No entanto, a vida nunca foi dessa maneira. Ela nos surpreende a cada segundo com provações de todas as formas. Talvez, essa constante revolução nos destinos do dia a dia seja uma forma de nos mudar. Seja pra ruim ou pra melhor.

O fantástico é ver a burrice do ser humano. Insiste em seus próprios erros e, quando acerta, segue o caminho errado. Assim, mudar internamente nos salva de uma queda muito maior. Eu mesmo, há um tempo atrás, entrei em uma depressão por um grande amor. Tinha perdido a vontade de viver.

Se não me falhe a memória, foi em 2004. Desde aquele tempo aprendi a não confiar em pessoas que estavam em nosso círculo, que imaginava ser de amizades. A minha auto estima foi pisada com fofocas a respeito de quem eu era. Por quê? É uma pergunta que me faço até hoje.

Hoje, passei por uma situação semelhante; mas nem, por isso, agi de forma semelhante. Eu mudei. Em minha opinião, pra muito melhor. Aprendi a não dar trela a argumentos falsos e intensifiquei o que havia de melhor em mim: A capacidade de ouvir.

O meu único erro, ainda, é acreditar que posso ajudar algumas pessoas a mudar. Não me importa quem é a pessoa, mas quem ela “possa” ser. Todo somos imagens em semelhança daquele “cara lá de cima”, como diria a esnobe da Xuxa que povoou a imaginação de toda a infância de uma geração. O engraçado é que ninguém reclamou da forma como ela se dirigiu a uma divindade. Ela pode...como diria o chavão de um programa de humor.

Digo, em outras palavras, que muita gente muda com a coletividade. Ser igual em um mundo de diferentes é muito fácil e ser diferente em um mundo de iguais é muito difícil. Tenho medo em que a nossa Sociedade ainda possa se transformar. Os sentimentos estão sumindo e dando lugar aos seus simulacros. Esses são controlados por qualquer um que os domine.

Acrescente a isso o fato de que o tempo nos consome. São tantas as tarefas e as exigências do cotidiano. Em uma atualidade em que as mulheres pensam dominar com essa pífia postura masculina, enquanto o machismo oculto predomina. Mas só quem muda é capaz de pecerber isso.

Ao mesmo tempo, existem aquelas pessoas que usam a discussão sobre os seus problemas para não encará-los. Esse esforço é inútil, porque a consciência existe. Ela sempre nos cobra mais tarde. Por isso, penso muito antes de sair da vida de uma pessoa. Sou responsável pela conseqüência dos meu atos. Lembra da Bíblia? Não faça aos outros...Lembre, porque eu não lembrei.

Aliás, a falta de memória é o reflexo do estresse com a correria do dia a dia, mas o meu otimismo me salva sempre. Aprendi que não adianta reclamar. “Was mich nicht unterbringt, mich macht stärker.” Algumas pessoas não irão mudar. Fugir da própria realidade é um ato humano e, por vezes, burro. De minha parte, procuro transformar tudo. Como? Com um sorriso, um abraço, uma palavra de esperança ou um texto. Quem sabe essa frase, minha amiga Evelyn, retire a bendita partícula de negação.
Rômulo Souza
Enviado por Rômulo Souza em 24/05/2009
Reeditado em 23/05/2011
Código do texto: T1612896

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Sobre o autor
Rômulo Souza
São Gonçalo - Rio de Janeiro - Brasil, 31 anos
82 textos (3010 leituras)
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