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Maldita pressa!
Rosa Pena

    Não lhe foi prometido à eternidade, apenas desafio ao para sempre.
Não lhe foi prometido trocar seu travesseiro recheado dos espinhos de dúvidas por um com plumas de certezas, mas sim um entremeio de devaneios, não lhe foi prometido uma paixão de sábado às nove em ponto, mas sim uma ardente em qualquer quarta-feira, não lhe foi prometido o amor direito, mas sim o direito do amor, não lhe foi prometido domesticar seus sofrimentos, mas sim fazer suas alegrias selvagens, não lhe foi prometido uma taça de cristal virgem, mas sim uma suja de batom com o tom de sua boca, não lhe foi prometido um sóbrio uísque doze anos, mas sim uma cachaça recém-nascida berrando vida, não lhe foi prometido uma mulher vestida de noiva, mas sim uma noiva despida da hipocrisia, não lhe foi prometido a primeira valsa, mas sim a última.
Pena que a sua pressa seja tão leviana quanto a sua conversa.
Nem tango, nem Paris, nem Bagdá, nem café, nem Rio, nem janeiro.Quem sabe trinta de fevereiro?
Mas será que algum dia realmente quis ou adora viver pregando peças com seu arzinho infeliz? 

 
Rosa Pena
Enviado por Rosa Pena em 05/06/2006
Reeditado em 28/11/2014
Código do texto: T169716
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Rosa Pena
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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