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História de uma menina

Vou contar para vocês a história de uma menina, uma menina boba. Boba, mas muito carinhosa e sapeca. Sua mãe dizia que era muito teimosa também e determinada desde pequena. A menina boba, não acreditava na maldade do mundo, na verdade, ela acreditava em tudo e em todos. Era ingênua. Bondosa. A menina boba, desde menina, tinha muitas dores. A menina boba, havia perdido quem mais amava.

A menina boba cresceu e se tornou uma moça. Alegre, cheia de vida, com sede de felicidade. Não tinha vergonha de assumir quando não sabia de algo. Assumia e ria de si mesma. Até hoje ela sabe fazer isso muito bem. A menina moça nunca gostou muito de sair de noite, como todas suas amigas. Ela gostava mesmo era de ficar em casa. O pai da menina boba ensinou a ela o amor pela leitura, e os livros são grandes companheiros dela. Na verdade, o pai da menina moça ensinou tudo que ela sabe. Incentivou nela os melhores sentimentos e as melhores decisões, digamos que às vezes até exagerou um pouco, confessou-me a menina boba. Ela tem verdadeira admiração pelo seu pai, e nutre por ele um amor incondicional.

Quando moça, a menina boba tinha um problema: era muito insegura, tinha medo constante de perder quem amava como já havia acontecido. E seu peito doía. A menina boba não sabia o que fazer com aquilo. E ela sofreu muitas decepções e realmente perdeu quem muito amava. Ela foi magoada, e depois disso magoou. Não se decepcionou somente com os outros, mas consigo mesma. A menina boba sofria com a ideia de ter feito outra pessoa sofrer. Mas não pensem que ela desistiu de ser feliz.

A menina moça conquistou muitas coisas. Sentia orgulho de si mesma. Ela foi também muito corajosa. Tomou grandes decisões. Mas aí, ela já tinha se tornado uma mulher, uma mulher ainda muito insegura. Uma mulher com uma profissão que simplesmente amava. Uma mulher decidida. Uma mulher bem-humorada, outras vezes, nem tanto. Não tão teimosa como antes, mas muito anti-social. Badalações para ela? Nem pensar. Seus amigos, sua família, seus cachorros e sua casa, bastam. A menina boba sabe de suas característica, e mesmo gostando muito de si mesma, gostaria de mudar algumas coisas. Já aconteceu da menina boba não ter mais vontade de viver, e também já aconteceu dela conhecer a plenitude da vida e querer viver eternamente.

A menina boba, agora mulher, tem muitos sonhos. Ela também amadureceu. A menina boba aprendeu a confiar! A confiar em si própria. A capacidade de confiar, em si e nos outros. De sentir-se segura consigo mesma. De saber que perder faz parte da vida e é preciso estar preparado para isso. A menina boba também descobriu o amor verdadeiro. O amor que constrói. O amor que provoca mudanças. Ela sabe amar. Simplesmente sabe amar, e isso basta para ser feliz. Só amar é que não basta. Á de saber.

Eu acreditei no que essa menina me contou, mas depois que relatei sua história, pensando sobre ela, a menina boba não foi só uma menina boba, e sim uma menina pura, agora uma mulher pura. Uma mulher pura porque não esqueceu de como é se entregar, uma mulher pura que busca intensamente a felicidade, acreditando que bons sentimentos e boas atitudes levam a ela.

E agora, escrevo tudo novamente?



Natacha Moraes
NATACHA MORAES
Enviado por NATACHA MORAES em 23/07/2009
Código do texto: T1714374

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Sobre a autora
NATACHA MORAES
Salvador - Bahia - Brasil, 30 anos
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