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Sejam eternos namorados
Vincent Benedicto


Dias atrás, jogando conversa fora com uma amiga na mesa de um barzinho, discutíamos sobre uma situação que é freqüente nos dias de hoje entre homens e mulheres.
Laura – minha amiga – foi casada, tem dois filhos, hoje separada, vive na expectativa de encontrar um grande amor. Conheceu um homem – garanhão – em suas idas e vindas do trabalho, rolou um clima, saíram e ela se apaixonou. Porém, ele é casado e disse a ela que não é feliz no seu casamento. Por outro lado, tem filhos pequenos e não quer desestruturar a família enquanto seus filhos não crescerem. Laura por sua vez, alimenta uma esperança de que um dia ele se separe de sua atual esposa e venha para os seus braços para serem felizes para sempre. 

A todo o momento, um homem e uma mulher se cruzam, trocam olhares, sentem um fascínio um pelo outro e acabam na cama. Parece até cenas dos filmes de Hollyood. Todavia, quando as luzes se acendem, os personagens saem de cena e voltam a serem pessoas normais, descobrem que vivem uma outra realidade e o coração fica na berlinda entre a emoção e a razão. 
Laura é uma pessoa aparentemente feliz, mas vive a fantasia, que um dia seu atual amante seja seu novo marido. Este é um tema tão complexo, que não dá para se resumir numa crônica. Porém, resolvi escrever sobre isso para abrir uma discussão sobre o assunto. 

Eu tenho uma outra visão sobre o tema. Para mim, tudo o que vivemos hoje em relação às normas e regras de comportamento, são imposições – primeiro da igreja – depois da sociedade. Tanto o homem como a mulher, são seres humanos, com desejos, fantasias, em busca do prazer. Casos como este da Laura, são comuns. Porque não curtir a emoção do prazer sem expectativas para o futuro? Acho que o ser humano deve ser livre em seus pensamentos e não ser escravo de uma paixão. Sei que muitos irão discordar de mim, mas esta é a minha opinião. Na maioria das vezes, a condição de amante ou namorado, é muito mais prazerosa do que a condição de esposo ou esposa. Curta o momento, viva aquela paixão, seja ela momentânea, esporádica ou duradoura! Livre-se dos tabus, dos dogmas religiosos, das imposições da sociedade, das dúvidas do que é certo ou errado, e como diria Vinicius de Moraes, “que seja infinito enquanto dure”. Felicidade eterna, somente no paraíso Divino! Aqui na terra vivemos momentos felizes. Deixe a coisa fluir naturalmente! Se às linhas paralelas se encontrarem... Deixarão de ser paralelas e se unificarão. Sejam eternos namorados.
Vincent Benedicto
Enviado por Vincent Benedicto em 12/06/2006
Reeditado em 12/06/2006
Código do texto: T174232
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Sobre o autor
Vincent Benedicto
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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Vincent Benedicto