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CRÔNICA DE DOMINGO

Domingo de quase inverno, no meu Rio de Janeiro, dia ensolarado. Copacabana se espraiando na areia e no calçadão, suas gentes coloridas e animadas, caminhando e rindo, usufruindo das réstias de sol...

Gosto de alguns dias de saboroso inverno, de sol morno, sem chuva... Um dia de sol deixa os problemas, as angústias, os conflitos internos, em segundo plano... Olhar para o céu azul, com poucas nuvens e o sol a brilhar, ver a cidade repleta de gente relaxada, por mais um agradável dia de descanso e de aparente calmaria, antes de mais uma semana de trabalho, tiram qualquer um da melancolia. Fui acordada pelo telefone tocando sem parar... A minha amiga Rita querendo marcar uma ida até à beira mar, para caminhar e aproveitar os raios de sol do domingo... Fico um pouquinho mais na cama, com preguiça  e querendo pensar na vida...  Dou uma olhada na janela e vejo o sol... Penso: Dia de sol, vamos curtir a praia, jogar conversa fora com os amigos... Ligo para  a Rita, para confirmar a hora... Vamo-nos encontrar no quiosque do costume... Quero lhe contar uma coisa... Ela não atende... Já deve ter saído... Me lavo "à gato", coloco uns shorts e uma blusa de "meia-estação" e vou na direção da praia, paro no quiosque e fico bebendo uma água de coco... Enquanto espero, tento ligar para o celular da Gladis, para saber se ela quer ir ter com a gente, é mais uma para jogar conversa fora... ou não... mas só cai na caixa postal...

Fiquei sentada no calçadão, debaixo de um guarda sol, com o meu coco saboroso, a olhar o mar e vendo a criançada jogando futsal na areia... Casais de idosos, sentados também no quiosque, trocam uns olhares cúmplices de ternura...

Com o sol começa a bater uma vontade de cochilar... Ando a dormir em horas desencontradas... Preocupações, são mais que muitas e nessa noite tive um sonho muito esquisito... A Rita e a família chegam, vamos até à areia... Gostosa manhã, há muito não sentia o prazer do domingo na praia, com tempo ameno... Falamos... falamos... falamos... de poesia... poesia... poetas...

Hora de almoço, vamos todos a uma barraca para comer um peixe fresquinho, com molho de camarão delicioso.... e mais água de coco... Como eu adoro água de coco... A tarde está convidativa ao convívio e à conversa... os homens jogam "buraco" e bebem cerveja... Fico pensando, como seria bom se todos os dias pudéssemos escolher a paz e a calma, a que temos direito e nem sempre desfrutamos... A tarde termina, cada um de nós regressa a sua casa,  para se preparar para confrontar mais uma semana de luta e preocupação...
Praia sempre dá fome e sono... Mas não consigo adormecer cedo, nunca consigo adormecer cedo, apesar da tarde calma e relaxante... Penso muito e vou escrever... Me lembro de tentar novamente ligar pra Gladis... Liguei a tarde inteira para o celular dela, mas só dá caixa postal... Nossa! Como eu odeio caixa postal de celular...



By@ Anna D'Castro
in "Memórias de um Pensador"


Anna DCastro
Enviado por Anna DCastro em 14/06/2006
Reeditado em 17/07/2013
Código do texto: T175134
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Anna DCastro
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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