DO QUERER BUSCAR A FELICIDADE...

Hoje, dia 30, aqui, na minha cidade, é feriado. Aproveitei a data para dormir até mais tarde e tentar fazer algumas atividades profissionais, mais para o final da noite. Enquanto isso, eu preciso escrever. Mas, escrever o quê? A cabeça anda meio que sem vontade criativa, e o meu estado de espírito, apesar de estar levemente descansado, ainda se preocupa com os últimos aborrecimentos que lhe foram impostos. Porém, tenho que escrever. E, para isso, ler é o melhor remédio. Foi o que fiz.

Ultimamente, eu tenho dado ênfase a assuntos relacionados aos fenômenos psíquicos e do comportamento, para tentar entender porque um ser igual a mim faz determinadas coisas que, em minha opinião, são totalmente absurdas para a vida em sociedade, apesar de saber que, ao mesmo tempo em que somos seres sociais, portanto, feitos para vivermos em sociedade, logicamente, junto aos nossos semelhantes – se não não existimos –, nós somos egocêntricos o suficiente para querermos, somente para nós, aquilo que, na verdade, se fosse igualmente dividido entre todos da nossa espécie, só nos traria a plenitude de nossas realizações, inclusive, pessoais.

Entretanto, é por causa do nosso egoísmo que enveredamos por caminhos que, muitas vezes, nos levam à perda de nossa identidade, do nosso respeito e de nossas virtudes. Todas as vezes que ultrapassamos nossos limites, sem questionarmos se há possibilidades para isso, nós infringimos a liberdade do nosso semelhante, pois não somos livres isoladamente, mas com nossos pares, em sociedade.

Tenho me admirado com cotidianos extremamente nocivos a se viver em coletividade. Pessoas que não conseguem controlar seus ímpetos e atitudes, e transformam suas vidas, pessoal e profissional, num verdadeiro caos de incongruências. E, se quisermos saber o grau disso que estou falando, só é preciso observar. Aliás, às vezes, nem é preciso isso. Felizmente, como diz o ditado: “Deus dá o frio conforme o cobertor ou, melhor dizendo, a cruz não é mais pesada do que suas forças”, por isso temos que carregar, em nossa caminhada, fardos muito pesados que, somente ao longo do tempo, conseguiremos ir, aos poucos, nos desvencilhando, um de cada vez, até o descarrego total.

Por causa dos fardos que carregamos, em nosso trabalho somos bombardeados pelos invejosos que, em suas loucuras, só enxergam o caminho da desonestidade – para crescerem profissionalmente, ou de pessoas que passam a se incomodar com sua presença e, diante disso, nutrem ciúmes, tornando-se as principais controladoras de suas ações. Essas são as piores, pois se fazem de amigas e, por trás, vão podando seus passos, na medida em que estão apropriadas de sua confiança. O pior é que, dependendo do ambiente, fica até difícil você perceber essas manobras.

É impressionante como a falta de ética, dessas pessoas, não as abala. Talvez sejam partidárias de Maquiavel que dizia, em seu livro O Príncipe: “Os fins justificam os meios”. Ora, eu não duvido que, por sermos tão diferentes uns dos outros, esta justificativa, para se buscar a realização profissional, passando e aniquilando companheiros, seja perfeitamente compreensível para se determinar o grau de satisfação de determinadas pessoas.

Porém, eticamente falando, isso não é felicidade. Não em sã consciência – por isso se faz necessária uma leitura sobre transtornos. Não no bem comum, também chamado de felicidade. Só somos felizes se o que recebemos ou o que havíamos buscado, satisfaz, também, ao próximo. Se nossas ações são direcionadas para a individualidade de nossos propósitos, pode ter certeza disso, a nossa satisfação não será plena, pois mais na frente, a justiça se fará presente e seremos cobrados em nossos deveres.

Para finalizar, uma observação sobre o comportamento humano, dito da melhor forma: há uma inversão recorrente dos valores, da ética, da moral, do caráter. As pessoas deixam de ser o que sempre foram e passam a estar o que lhes convém e, para isso, não importam as consequências de seus atos, mas sim, o imediatismo de seus interesses.

 


Obs. Imagem da internet



Raimundo Antonio de Souza Lopes
Enviado por Raimundo Antonio de Souza Lopes em 04/10/2009
Reeditado em 07/12/2011
Código do texto: T1847200
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