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EDUCAÇÃO UMA FALSA REALIDADE

Prometeram ao aluno uma liberdade que ele não sabe o que fazer com ela e um direito que ele não sabe como usa-lo e ao profissional da educação não foi fornecido o instrumento necessário para enfrentar esta nova realidade.
O interesse do aluno é sempre divergente do que o professor tem a oferecer. Os motivos para este desencontro são vários, um deles é que o aluno vive num mundo tecnológico, mesmo que ele não tenha acesso em seu lar, esta tecnologia pode entrar pela televisão, pelo rádio, jornais revistas vídeo game cyber etc, e a escola não oferece o que ele gostaria de ter no seu dia a dia. Assim a velha e tradicional aula com giz, caneta caderno e lápis, simplesmente passou a ser desinteressante, até porque este material sempre foi da escola tradicional e lhe prometeram uma escola moderna.
 
O encontro deste desequilíbrio contraria Newton, que diz na sua 3ª lei “Para toda ação existe uma reação igual e oposta”.
Enquanto a escola ainda vive com ações e meios do início século 20, os alunos vivem no século 21. E o profissional da educação neste meio, desorientado, perdido igual cego no meio de um tiroteio, sem saber exatamente o que fazer.
Quando lhe é cobrado um resultado positivo e eficiente sem lhe oferecer as ferramentas ideais para esta nova realidade, o resultado é previsível: falta de qualidade no ensino, falta de compromisso do aluno, desrespeito aos profissionais da educação, aos colegas e a instituição, portanto a anarquia educacional é evidente.
Gostaria de fazer algumas comparações; na tão declarada escola tradicional, o aluno tinha como espelho o professor que até então podia ser chamado de educador e um título que o deixava envaidecido, ele tinha todo controle da sala de aula, disciplina respeito compromisso, as duas partes se entendiam, o professor e a instituição, podia até castigar o aluno se fosse necessário, porque naquele momento ambos representavam inclusive a família. A escola pública sempre foi conhecida como parâmetro de qualidade e eficiência, e formava cidadão para vida.
As leis foram modificadas para serem adaptadas a nova realidade educacional, porém a escola não mudou para integrar-se às novas exigências, dando início assim ao desequilíbrio educacional, momentos tão vividos na escola de hoje.
O ser humano nasce sem nenhum conhecimento ou habilidades, a não ser aquelas que compõe seu instinto natural. O cidadão com as características ideais de qualidade, próxima ao que todo der humano deseja, ele tem que ser preparado, isto é, como uma pedra preciosa bruta, a escola é um desses veículos de transformação do ser humano, junto à família.
 
Se a criança tiver acompanhamento escola família o desenvolvimento humano flui normalmente, mas se a família não possuir a estrutura natural para dar este equilíbrio, a escola tem que fazer a compensação, para que no mínimo o caminho inverso possa influenciar em casa.
O que temos hoje é uma escola pública acomodada, desorganizada, despreparada e incompetente na sua grande maioria para desenvolver o papel de transformação humana na era globalizada.
A escola pública de hoje camufla uma realidade, muita propaganda e pouco resultado prático. Fabricam estatísticas, que mostram alto índice de aproveitamento, que deveria ser compatível com a qualidade do ensino e de conhecimento. As recuperações e dependências foram transformadas em verdadeiros fiascos, a falta de compromisso com a qualidade de muitos profissionais da educação, agregado a ganância e compromisso político, vem degradando o ensino público, tornando o ensino de qualidade inviável.
Alguns exemplos práticos são: “Salas com área de aproximadamente 48m², com mais de 60 alunos em muitos estados e municípios, falta de qualificação profissional e investimentos de infra-estrutura de qualidade, adaptadas ao momento, como informatização das salas de aulas, salas de professores, coordenações, orientações pedagógicas, diretorias, secretarias, bibliotecas e demais ambientes em que pudessem tornar a escola mais atrativa. Profissionais com sobrecarga de trabalho, baixo salário falta de disponibilidade de horário para pesquisa e preparação do seu material de trabalho, falta de integração com a comunidade e com o próprio aluno”.
No processo ensino aprendizagem, o aluno não pode ser considerado apenas um gerador de receita (FUNDEF), este conceito é puramente capitalista, o aluno não é mercadoria que tem valor estipulado anualmente. Na educação o que tem que gerar receita é o conhecimento, que é uma preparação adequada do aluno para o futuro (vida real), neste processo inicial quem é importante é o profissional da educação que já percorreu todo este caminho e agora é um multiplicador de conhecimento e o aluno é um ser a ser transformado e fundamental dentro deste ciclo.
SFAraujo
Enviado por SFAraujo em 08/07/2006
Reeditado em 18/09/2012
Código do texto: T189706
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
SFAraujo
Paragominas - Pará - Brasil, 67 anos
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