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E FERIR TEU PEITO COMO EU QUISER!!!

Ontem no Teatro foi muito constrangedor porém decisivo. Você estava lá e com ela ainda. Me senti vazia, desolada, incompetente. E a primeira pergunta que ecoou na vastidão do meu pensamento foi: O que há de errado comigo?
Sei que sair correndo daquela maneira chorar eloqüentemente não foi uma boa atitude, simplesmente quebrei o juramento das coisas que havia ensaiado havia tanto tempo quando finalmente esse triste dia chegasse. Mas tive pena, pena de vocês, tendo que correr pra um hospital com os narizes quebrados e peitos dilacerados... claro havia chegado a minha vez! Iria ferir certos peitos como eu quiser!(Mentira eu tive receio de ser cruel com duas pessoas que foram horríveis comigo, fui fraca ou será sensata?). Ver você ali, abraçado, alisando seus cabelos sorrindo descontroladamente e “bobamente”, me fez lembrar da gente.
E nossa... Quanta lembrança empoeirada, das nossas idas e vindas ao teatro, jantares baladas, dos sorrisos bobos sem motivo aparente; um sorria, outro pensava e os dois amavam! Lembra? "Você é tudo pra mim!"; “Te amo muito mais do que eu te disse na ultima vez!".  Tudo, tudo foi tão bom e eu duvido que agora esteja sendo.Duvido de muitas coisas, principalmente, de que tudo esteja sendo verdadeiramente de coração pra coração como nos ocorreu.

Pra não pensar em você contemplarei meu rosto desfigurado de amargura, pegarei uma boa maquiagem àquela da ironia e me maquilarei. Ficarei linda pra outros que concerteza não vão descongelar a geladeira do meu coração. Vão morrer de frio por uma mulher que tem tanto amor/calor pra dar (mas é só pra você!).

E cada vez que passar por um teatro ou um lugar desses que era nosso e passou a ser qualquer, vou rasgar o pouco que me resta da soberania e pegar seus dejetos de burrice, que adquiri-se a cada suspiro seu, pisada e etc .E juntarei esses pedaço a minha integridade colarei de qualquer maneira, só pra ver se lhe compreendo embora continue achando você um idiota completo, e por fim penso que jamais serei tão soberba como tu. Arrumarei meus cabelos perante ao vento e deixarei-o embolar só pra mostrar que existem coisas mais importantes e fúteis, do que pensar em você. Farei tudo pra mostrar que também posso que também sei das coisas. Talvez você faça o mesmo, talvez não! Cheios de “também” essa vida e cheio de “talvez”, mas ainda prefiro dizer que TANTO FAZ!

Dessa vez eu cansei. Matei você assim com se mata uma galinha, pedi pra ninguém ter pena por isso rasguei fotos, queimei cartas (porque qundo tem pena da galinha ela ainda continua viva, mexendo sem cabeça. Eca!!!) pra nem a esperança ficar acesa. Afinal, você ainda é tudo pra mim. E eu sem você continuo sendo um quase nada como uma pequena gota diante de um oceano imenso. Mas dessa vez será diferente! Como daquela vez em que eu disse que o próximo ponto final seria o fim do meu amor por você... .

Antes desse tão esperado ponto final gostaria de ressaltar como me sinto ao final desse ilustre texto, depois de um bom teatro e uma péssima noite sinto como uma grande marca de sabão em pó, eficaz, eficiente e bastante responsável pra absorver todas as suas manchas, mas, porém pouco usada, digo muito usada e pouco amada. Sabe por que? Porque apareceu uma marquinha fuleira, daquelas bem baratinhas sabe? Que ao invés de limpar suas manchas impuras, pueris e mundanas aumentam e te estragam. Eu diria que "tu estais"
perdendo tempo. Cuidado! Se passar muito tempo acho que não poderei lhe absorver e livra-lo dessa “inháca” do miolo podre. Diria também que você está se misturando com porcos e quem se mistura com porcos farelo come. Ahhh quer saber eu num diria nada pra você, perca de tempo gastar belas e puras palavras com gente que prefere o mais barato só porque é barato, com aquele rotulo mal feito que fez sua cabeça.
O triste foi que tantos anos fielmente te purificando e você se quer olhou pra minha essência digo, qualidades.
Sua incoerência deixou-me estupefata, então decidi de uma vez por todas parar de remoer ingratidão e injustiça, e ficou decidido juntamente com o ponto final que nunca mais terei a mesma experiência. Tudo deletado, tudo apagado e você morte e entenrrado!
Valeu foi bom DEUS!!! .
Bom teatro e muitos aplausos
FIM
Grazielle Soares
Enviado por Grazielle Soares em 10/07/2006
Código do texto: T191462
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Sobre a autora
Grazielle Soares
Juiz de Fora - Minas Gerais - Brasil, 27 anos
15 textos (3568 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 08/12/16 10:05)
Grazielle Soares