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A trajetória de um mestre

Dedico esta crônica ao jardineiro Ciro Rodrigues, por ter iluminado com toda a sua graça o jardim de minha casa, assim como outros demais jardins.


Seu Rodrigues, um grande jardineiro, sempre arrancava o sorriso nos lábios de quem contratava os seus serviços, pois deixava os jardins com o encanto que só encontraríamos no “Jardim do Éden”.
Além de ser estimado como exímio jardineiro na cidade de Pacuti, interior do Ceará, era o vigilante responsável pelo Mercado da cidade.
Muitas fotos eram batidas por pessoas que apareciam de todas as partes do estado para contemplarem as rosas, árvores de todas as espécies, buguenvílies, samambaias que eram plantadas com muito esmero por Rodrigues. O que fazia a diferença no trabalho dele, no entanto, em relação aos outros, era porque os fazia com muito amor, contagiando a todos, até os que eram vazios de sentimentos.
Em um certo dia o primo bastardo de Mestre Rodrigues (recebera esse título pela perfeição e o amor pelo trabalho que se dedicava) o aconselhou para se mudar definitivamente para a Capital, logo teria melhores condições de vida. Recebendo esse conselho, com a cara e a coragem resolveu pegar um “Pau de Arara” com destino a rodoviária de Fortaleza. Assim que alcançou os seus pés na “terra da luz” teve a iniciativa de ir atrás de um ofício, quer seja como jardineiro, quer seja como vigilante.
Encontrou o Convento Luz Divina, onde arrastou os seus primeiros duzentos cruzeiros em duas semanas de trabalho como jardineiro.
A madre superior, de muito siso, pensou que o pacutiense não ia dá conta do imensurável jardim, mas quando arregalou bem os grandes olhos, logo notou a grande metamorfose que o jardim sofreu e esbanjou um belo sorriso.
“Só pode ser um milagre!” esse jardim que parecia mais um cemitério agora está a parecer o redutos dos anjos” proferiu a irmã. Mestre Rodrigues respondeu que trabalhava com muito amor que contagiava as próprias plantas, fazendo com que essas nascessem com mais vida.
Foi desse modo que o mestre conquistou o seu espaço na sociedade, pois tamanho era o amor que tinha por todos seres, que era capaz de transformar os corações mais obscuros das pessoas em corações mais abertos para o amor, a harmonia e a paz que encontramos nas criaturas de Deus.


Raphael Barbosa Lima Arruda

Raphael Arruda
Enviado por Raphael Arruda em 11/07/2006
Código do texto: T191575
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Sobre o autor
Raphael Arruda
Fortaleza - Ceará - Brasil, 33 anos
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