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A Sorte!

Elemento as vezes constate ou totalmente ausente em vida. É difícil definir o que seja sorte, pois cada uma tem a sua maneira de ver e interpretar este fenômeno. Seja sorte no jogo, na vida, na sinuca, (esta ultima eu que o diga), no transito, no amor. Acredito que não há sorte, acredito sim em destino.

Admitir que existe sorte é admitir a predestinação, ou seja, de que algo ocorreu por fatalidade, programação ou desígnio imposto por forças maiores, sejam estas cosmogônicas, metafísicas ou teológicas. Não temos a sorte adquirida, temos a predestinação que um dia fatos se ocorrerão. É como a loteria milionária, a sorte não é ter acertado, o destino em que você traçou suas metas o levou para este fato em se tornar milionário da maneira mais fácil, rápida e indolor. A “sorte” é mais atribuída aos jogos de azar, isto inspirou, por mais estranho que seja a matemática. Relata-se que no século XV um jogador profissional de dados e cartas da França chamado De Meré indagou um grande amigo seu, que viera a se tornar um matemático muito famoso, chamado de Blaise Pascal para que este previsse os resultados de uma partida de cartas ou dados. Pascal então dá início a uma grande pesquisa juntamente com seu amigo Meré  e relatos de outros jogadores, e termina sua tese com a teoria da probabilidade. Esta é considerada um dos primeiros registros da tentativa do homem em definir e decifrar a sorte. Não que em toda a história da civilização não houve esta tentativa, mais documentada seria a do Pascal a primeira.

A sorte atrelada ao destino é pouco associada pela razão humana, já que estes dois fatos, a sorte e o destino, individualmente não possuem explicações. São consideradas algo sobrenaturais, divinos. Como já relatado em outro artigo a necessidade de esclarecimento dos fatos é extremamente importante ao homem, nem que para isso seja atribuído teorias teológicas para suas definições. Acato a teoria que temos sim uma predestinação já traçada, mas não de maneira retilínea, atribuo que o destino seja como uma grande árvore, onde o ponto de partida seja o tronco, e temos pelo caminhos diversas ramificações por onde escolhemos o sentido a seguir, que seriam os galhos. Dentro desses galhos continuamente temos outras ramificações. No topo temos o “grand finale”, por sinal vários, inúmeras, centenas de finais. Porém poderemos desfrutar de apenas um. E durante a escalada na árvore nosso destino vai sendo traçado. Não acredito em uma teoria retilínea onde desde quando você nasce seu fim já esta definido e não há como mudar.

Cheguei a tal teoria, de que a sorte não existe, após grande período em que acreditei estar envolvido em uma grande massa de má sorte. Com a cabeça em meu travesseiro filosofava sobre os fatos ocorridos até então e numa crise de consciência eu descobri que tudo aquilo que estava acontecendo era conseqüências de atos tomados anteriormente. Ao chegar a bifurcação de um galho em minha árvore escolhi um que me atribuiu estas conseqüências, mas quando cheguei na ramificação seguinte imagino que escolhi uma que resolveu estes problemas. Portanto, não era má sorte, era destino.

A sorte é explicada de várias maneiras e interpretada de várias formas por diferentes religiões. As religiões Cristãs acreditam em sorte, mas atribuída ao destino, trazendo uma miscigenação entre aos dois fatos, para o cristianismo o destino é traçado de maneira retilínea, onde como já analisado, você nasce com seu fim planejado, a sorte se daria ao caminho desta reta com interferência Divina. Já no Islamismo não é admitido a sorte, é admitido que esta vida não seria realmente uma vida em sí, seria uma passagem para o que seria a vida real, onde os caminhos percorridos neste plano seria diretamente atribuídos a sua vida no outro plano, se for bem traçado neste plano terá uma ótima vida, se não pagará pelos seus atos, admitindo o destino e não a sorte. Muito parecido com a visão de Inferno e Céu para o Cristianismo. Sobre a sorte no Budismo e Hinduísmo não posso relatar pois desconheço a interpretação destas religiões para a questão da sorte.

A denominação sorte está conosco há muito tempo. Temos até personificações da sorte, como é o caso dos amuletos, os pés de coelhos, ferraduras, trevo de quatro folhas, gnomos, cogumelos, e demais objetos utilizados para trazerem a sorte, para aqueles que acreditem que esta exista. Isto é mais uma prova da busca por explicações do homem para o homem. As Bruxas na idade média faziam suas poções para adquirir sorte, como as religiões afros que fazem seus “trabalhos” popularmente conhecidos como macumba para tirar a sorte de outros, tudo isto está como uma tentativa do homem em traçar seu próprio destino, apresentando não conformismo com situações adversas. Ás vezes não aceitamos a sorte como fator espontâneo tentamos faze-la de nosso modo, para nosso favor.

A sorte não existe, não acredito em sorte, acredito em predestinação. Escolhemos nossos caminhos pré definimos em nossa grande árvore para chegarmos ao topo. Analisem, temos muitas mudanças em nossas vidas, de uma hora para outra temos outros planos temos outras formas de agir e pensar, como quando tomamos um caminho totalmente diferente aos que estávamos seguindo, por isto não temos um destino retilíneo, com tantas mudanças bruscas em nossas vidas é impossível que isto seja uma reta. E para concluir termino este texto abrindo minha carteira e lá defronto com um trevo de quatro folhas, é a personificação.


A Sorte!


                                          Guilherme Danna
                                             19/07/2006                        
Danna
Enviado por Danna em 19/07/2006
Código do texto: T197421
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Sobre o autor
Danna
Londrina - Paraná - Brasil, 32 anos
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