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O DEU$ DOS DEPUTADOS SANGUESSUGAS ERA OUTRO

Entre os 10 deputados do Estado de São Paulo acusados de envolvimento no Escândalo das Sanguessugas a maioria deles é ligada à igrejas evangélicas, conforme divulgou toda a imprensa (vide Diária de SP, de 20/07/2006). São eles: Edna Macedo (PTB), irmã do bispo Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus; Marcos Abramo, João Batista, ambos do (PP), e Wanderval Santos (PL), que até pouco tempo usava a denominação “bispo”, também da Igreja Universal do Reino de Deus. Os deputados Neuton Lima e Jefferson Campos, ambos do PTB, são de outras igrejas evangélicas.

Provado o envolvimento destes deputados, fica clara uma situação esdrúxula: O uso indevido e vã do nome de Deus na política, em beneficio próprio. Isto é uma vergonha pra toda a comunidade evangélica, que precisa refletir mais na hora de dar seu voto, não vale mais votar só porque o candidato é da mesma religião – a honestidade poderia ser o primeiro critério. É o fim! Nem Deus é respeitado, ainda mais por quem deveria, sim, elevá-lo e louvá-lo.

A minha maior indignação não é por conta da igreja ser evangélica, católica ou outra qualquer, a sujeira é envolver a religião na política. Usam o nome de Deus em discursos demagogos, para fundamentar promessas que nunca serão cumpridas. Está é uma traição muito grande. Para alguns políticos o nome Deus já faz parte do script, ops! Ah, me desculpe, do discurso. Não é?
 
Colocar Deus de forma vã na vil política, como em qualquer outra área ou situação, do ponto de vista religioso, é algo pecaminoso; do ponto de visto legal, não há proibição, mas do ponto de vista ético é inaceitável. Que o exemplo sirva para as próximas eleições que aí estão. Atenção pastores e bispos! Atenção fiéis!

Fazer campanha entre devotos nas igrejas é algo que deveria ser proibido, assim como o é em repartições públicas – pois se trata de fazer manipulação de pessoas simples, ou não, mas que ali estão por outros motivos. Uma boa parte se entrega à religião de forma inocente e acham que tudo o que o bispo ou pastor fala é a palavra de Deus. Na realidade, as pessoas buscam nas religiões ajuda e força para que, através de fé, possam resolver aflições cotidianas e aspirações espirituais - enfim, é uma coisa séria, que não é respeitada.

O que acontece é parecido com aqueles que também incluem Deus nos jogos, sem saber se ele quer participar de futebol – e o pior, ainda, o coloca na reserva, quando não o esquece no vestiário. Aí não deveriam reclamar, quando perdem o campeonato. Deus na reserva! É isso o que eu acho que aconteceu com os parlamentares sanguessugas - os “pobrezinhos” dos políticos evangélicos mal-intencionados contrataram Deus como jogador titular, mas o esqueceram dele ao assumirem. Ah! Que infelicidade, agora se deram mal. Poderiam brincar com outra coisa, mas foram desafiar justamente Deus. Existe um ditado assim: “Pra Deus não há segredo”...

Enquanto isso, no Brasil, tudo continua na mesma – o mandatário maior do País diz que nada sabe nada viu de Mensalão, Valerioduto e Sanguessugas... No caso da Máfia das Sanguessugas, o pior,  todos os envolvidos são da base de apoio do Presidente. Ah! Só para esclarece: A Máfia das Sanguessugas superfaturavam ambulâncias reformadas, que eram vendidas como novas para cidades do interior – ou seja - subtraia-se dinheiro da Saúde. Há crime maior que esse?
Joelma di Ferrarezi
Enviado por Joelma di Ferrarezi em 26/07/2006
Reeditado em 26/07/2006
Código do texto: T202285
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Sobre a autora
Joelma di Ferrarezi
São Paulo - São Paulo - Brasil, 47 anos
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Joelma di Ferrarezi