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A cegueira



Perder-se, cambalear, andar no labirinto sem esquerda nem direita.
Vozes do além-terra, sol que arde sem luz, eterna noite... Sem estrelas.
Pegar a flor sem cor, o negro que desfaz o branco.
Desconhece a cara feia, As raças humanas, as cores da bandeira nacional, a cor do seu sangue, a expressão do medo e de contentamento.
A chuva, o mar e o rio são indiferentes.
Pessoas com cheiro, voz e sem rosto.
Lugares guardados por nomes, imagens jamais.
Viver é estar dormindo num pesadelo sem fim.
Nascer no escuro é ocultar-se do seu corpo, do que lhe arrepia, do mar de gente, da vista ao horizonte.
É estar preso no medo por estar disperso.
E livre pra sentir a dor
De não poder ver sequer a chave do clarão.

Daniel Pinheiro Lima Couto.

06/03/2006







Daniel Couto
Enviado por Daniel Couto em 04/08/2006
Código do texto: T208676

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Sobre o autor
Daniel Couto
Curitiba - Paraná - Brasil, 34 anos
110 textos (6652 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 08/12/16 00:17)
Daniel Couto