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SAUDADE!


Uma palavra, um sentimento, aconteceu comigo hoje .

   Ela possuía tudo de novo.Avançada para sua época, nascera à 10 de maio de 1912,dois casamentos.

   Do primeiro casamento, trouxe um filho e a sensação de algo inacabado, como dizia, "quero mais que isso ".Do segundo casamento, quatro filhos que pôde orientar e dois que morreram ao nascer.

   Para o tempo em que viveu, foi inovadora. Firme!Exemplo! Além de fecunda.Passou para os filhos e não só, a todos que com ela conviveram exemplos a serem seguidos.
A saudade não é só dela, é de um período em que embora a mulher, frágil ser, mesmo assim possuía uma força interior.

   O revestimento que vinha desse "condimento",trazia para as gerações a elaboração de um ser dia a dia, não se era só mãe, era um misto de amiga, companheira , professora, um ídolo.Hoje precisamos, fazer um esforço arquétipo para lembrar qual a influência desse ser na confecção de uma geração que passa por nós, as vezes cheia de graça as vezes de violência.
 
   Não fora o hino Nacional Brasileiro indicar,a mãe gentil e a própria bíblia em vários momentos citar, "filho atente para os ensinamentos de tua mãe".
Nesse raciocínio saudoso, não é a revolta do desvio de comportamento materno que nos entristece, mas com tantos desvios se foi a doçura de enérgicas, ruidosas, amigas, professoras, e que ao fim da história por ser tudo isso ainda era a mais bela das amantes de um só parceiro, companheiro e não antes passando pela hora da história, onde reside a mais saudosa de minhas memórias.

   A Moura encantada,história de uma jovem perseguida por amar um jovem árabe. Ela, filha de nobres e ricos, ele árabe e guerreiro.Ou da menina que enterrada pela madrasta,regada a sepultura, dali exalava perfume de rosas que por mais belas que fossem, o perfume era o que trazia uma aura de justiça e poder, mesmo após a morte , Foi esse perfume que senti hoje, aroma de justiça àquela que plantou como a menina naquela família,a saudosa mãe, não foi a toa a narração dos sofrimentos da moura e o árabe, como da menina enterrada viva.

   A vida é mesmo assim, como a Moura Encantada,que me trouxe à memória tais períodos, ao visitar à Xelbi , mesmo que virtualmente esta antiga cidade , hoje , cidade de Silves,em Portugal.Um sincero agradecimento ao amigo que  trouxe as memórias de minha infância perdida nos contos de amor de minha mãe, mulher ativa, avançada para seu tempo, independente financeiramente e social de seu amado, sustentava com pilar de força uma família, mas na hora de dormir, orava e ensinava temer a Deus, contava histórias,as quais retornam de maneira simples , quando minha filha fala:

   __ Acorda mãe, mostra pra o Luiz, como a senhora contava histórias desenhando os castelos, os reis, os burrinhos, e ainda cantava para eu dormir.
Eitaaa Moura encantada!!!!!!!!!!!!!!
Denise Figueiredo
Enviado por Denise Figueiredo em 04/08/2006
Reeditado em 04/08/2006
Código do texto: T209019

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Sobre a autora
Denise Figueiredo
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 67 anos
313 textos (14440 leituras)
16 áudios (2928 audições)
5 e-livros (193 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 05/12/16 11:04)
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