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Ilusões alimentando o mundo real

Procuramos em nosso quintal sombras que nos confortem, frutos que nos alimentem com esperanças, raízes fortes que nos mantenham firmes em nosso frágil caminho, coragem para deixar nossos pré-conceitos, amor pra recomeçar!
Vivemos de ilusões - aquelas que nos confortam - e nos mantêm firmes com o pé no presente e os olhos voltados para nosso umbigo. Não estamos errados, mas preparados para defender-se de tudo e todos. O mundo real nos avisa e nos agride todos os dias só pra dizer que ele está ali nos nossos calcanhares, à espreita. Espera que com um descuido nosso, ultrapassemos as barreiras de nossa ilusão - feita e preparada por nós mesmos para nos defender e manter-nos vivos.
Mas nossas ilusões nos protegem, e em determinados momentos, nos afasta desse mundo real. Mas nós sabemos que tudo isto é muito pouco, muito distante, muito frágil.
Vivemos em paz, mas a natureza humana não é de paz. Vivemos juntos com base em um "contrato social", mas somos seres individuais. Vivemos com medo, porque é ele quem nos impõem limites.
E assim - vivendo sem querer viver o que vivemos - nos mantemos 'vivos' dentro desses dois mundos: o ilusório e o real. Alimentamos os dois para que um não venha nos roubar do outro. Temos os pés fincados nessa linha divisória - que nos permite ver os dois lados.
Isso é bom, porque nos faz equilibrados - quando nos mantemos firmes em cima dessa linha.
Nós precisamos das ilusões - e este mundo ilusório - precisa de nós para que o alimento que damos a ele (nossas fraquesas, esperanças, medos, dúvidas, teimosias, raiva, etc), não o encoraje a nos sequestrar e nos mater reféns. Nossa força, alegria, esperança, amor, coragem, guardamos para alimentar o mundo real - aquele em que vivemos de fato.
E viver das ilusões que alimentam esse nosso mundo real pode ser de fato um caminho seguro. Mas, ilusões concretas. As utopias são caminhos de estrelas - longas demais para a luz nos alcançar.
Pense nisso, ou não pense em nada. De qualquer modo você estará certo!
Alexandre Costa
Enviado por Alexandre Costa em 08/08/2006
Código do texto: T211948
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Sobre o autor
Alexandre Costa
Santos - São Paulo - Brasil
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Alexandre Costa