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Morte e Renascimento

Crônica
De-Veras

                   "Senhora Secreta"
                   "Silêncio no Deserto"
                   "Compasso do Tempo-Atemporal
                   "Pescadora de mim"
                   "Senhora de Mim"
                   "Essa Sou Eu"

Escrevi estas Poesias apesar das interdições afetivas, psíquicas e intelectuais que vivênciei durante um longo período da minha vida - dita - adulta.
 O mêdo foi meu algóz por mais de duas décadas,nos momentos em que a vida me solicitava em importância,como mulher,amiga,esposa,mãe e profissional.
 Interditada pelo mêdo,de herdar da minha mãe uma sindrôme genética (Coréia de Huntington-neurológica-degeneração muscular), foram anos de psicanálise na tentativa de invalidar esta funesta síndrome da minha bagagem como herança!
 Para retomada da minha saúde emocional e psíquica,que tinha ficado abalada pela psicossomatização que estava sendo gerada, do qual já me sentia portadora da dita cuja! Síndrome! Era o nome do pânico! Que me acometia.
 Sómente quando completei quarenta e nove anos,esse espírito terrorista que se apoderava,e me abatia a alma sensível (a mamãe faleceu aos quarenta e nove anos),foi nocauteado!(pura coencidência?!!!)
 Até aí,foram anos de peregrinação,que a memória genética da minha alma,levou para desvendar, o mal que me acometia.
 Fuga da realidade! Era o mêdo!Da conhecida e temerosa síndrome da maldita herança!
O mêdo me hipnotizava,paralizando a minha alma,impedindo o meu desenvolvimento e bloqueando a minha caminhada, processo natural da minha energia espiritual e intelectualmente criativa!
O mêdo me roubou!!!
Deixando um iato em um pedaço da minha existência!
Agora tento correr atráz do prejuízo! Mas o tempo é implacável...rrrsss!

Vivo a vida assim como é minha poesia, sub-jectiva-mente!
Acredito que seja assim que vivemos todos,em nossas vidas afetivamente.
E é algo muito particular, porque aprendi a vivê-la  prosaicamente, e extraindo dela a duras penas, sabores di-Versos.
 O cotidiano e das pessoas a minha volta sempre me importa,
também são uma fonte de inspiração, as vezes de indignação!
 Mas principalmente falo do meu uni-verso,das alegrias e das tristezas,de coisas boas e ruins que vivi, e ainda vivo.
Do meu deserto, me auto-exílando nessa viagem que fiz ao interior da cidadela d/a reflexão,e percorrerrendo os labirintos da minha alma, encontrando lá uma razão/missão para estar aqui(no mundo).
 Porque todos nós sem exeção temos que encontrar O caminho,e uma razão maior para nobre-mente existir!
 E resistir para sermos assistidos - vistos/ouvidos/lidos e até discutidos! Filosóficamente! Antropológicamente! Científicamente!Espiritualmente...
Por favor,minha vida não é genérica,não dicutam sobre minha alma genéricamente!
 Minha consciência intelectualmente criativa havia sido dizimada pelo terror.
Hoje tenho posse das minhas faculdades,como consciência emocional,afetiva,psíquica,intelectual,espiritual,consciência da memória genética e consciência da minha alma como entidade criativa.
 Assim como também a música,sou uma mulher clássica,como uma sinfonia que elevam e me levam a outras dimenções pelos portais da percepção da minha alma.
 Me convenci que dando braçadas em outros mares poderia
sonhar com luares de infinitude poética.
 Sonhar que um dia como Mulher que sou, desdobrando meu Ser-Alado em  poesia, viesse a ser,fazer e dizer, um pouco daquilo que penso ser e que me desse muito prazer!
 Gostaria muito que respeitassem minha priva-Cidade.
Porque é dentro desse meu uni-Verso empírico,que posso sonhar acordada e criar apartir da minha psiquê uma humanidade em mim, que reflita o estado do meu ser, e buscar a paz nos verdes campos floridos,e sem utopia deixar exalar a poesia,cada uma a seu dia!
 Como artista plástica que tbm sou, mostrar que como escultora, me converti em poéta, para satisfazer meu ego convexo,porque a minha alma xamã,já usava um verso como credo. " Senhora Secreta"
 Se existissem mais poétas no mundo, tenho certeza que seríamos um mundo melhor! O poéta sente, fica triste,alegre e chora,e as vezes até fica doente!
Porque nos permitimos deixar aflorar a dor,dor que de-veras sente!
É a dor da gente!
Também somos a alma do mundo - e imploramos trégua permanente, só queremos um pouco de paz!
 Seria muito bom se todos tivéssemos mais respeito, ética,  generosidade e solidariedade uns pelos outros!
Mas infelizmente sempre existiu, e continuará existindo egos engessados, que na sua essência se revelam egos inflados, carregando na alma descaso pela vida!
 Amar, e respeitar o ser humano altruística-mente, nas suas advers-idades, é um Dom dos mais Nobres que Deus nos deu.

 Vivo neste momento...
a matura-idade do tempo...da alma poética...
desabrochar...

Vera Martins Itajaí
 


Vera Martins Itajaí
Enviado por Vera Martins Itajaí em 08/08/2006
Reeditado em 14/12/2007
Código do texto: T212188
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Sobre a autora
Vera Martins Itajaí
São Paulo - São Paulo - Brasil, 63 anos
43 textos (2366 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 02/12/16 16:05)
Vera Martins Itajaí