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                   A CACIMBINHA


          Uma das maiores riquezas da nossa terra, era a Cacimbinha, fonte de água potável que saciava a sede de toda a população.

          Cavada na pedra, ao pé do rochedo, minando água cristalina, esteve ela por décadas servindo ao seu povo e cativando os que nossa terra visitava. Diz um ditado popular que quem bebe sua água, dela jamais se esquece e retorna sempre, porque o seu coração lhe aquece.

         Antes de 1953 quando o prefeito, Antonio Denguinho de Santana, ainda não havia encanado a água, toda a cidade era servida por jumentos com ancoretas, carroças com tambores ou pessoas com latas d’água na cabeça ou nos ombros através de galões.A água era puxada a mão com latas que desciam e subiam com auxílio de cordas que rodavam num carretel de ferro.

          Com a construção da caixa d’água e a instalação do motor, o líquido precioso vinha até a cidade, através de canos de ferro, trazidos do Rio de Janeiro, beneficiando residências e chafarizes públicos.Seu volume d’água foi sempre suficiente para abastecer a população. Parecia até milagre: quanto mais líquido se retirava mais afluía do centro da terra a água necessária para matar a sede do seu povo.

          Até hoje, ela jorra sua água límpida e transparente; agora em menor quantidade, talvez porque sem o exercício contínuo sua atividade tenha diminuído.

          Ainda está ela ali, quieta; porém não inativa. Como uma pessoa sábia, ela sempre espera pelos que a procura e oferece-lhes tudo que necessitam, saciando-lhes em abundância.

marineusa
Enviado por marineusa em 22/08/2006
Reeditado em 30/11/2006
Código do texto: T222503

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Sobre a autora
marineusa
Brejo Santo - Ceará - Brasil, 71 anos
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