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                                          MINHA HORA

Coloquei aqui no recanto há pouco um texto cujo título foi “Vida Curta”, pois muito bem, não imaginava que eu tivesse a confirmação desse título com tanta rapidez, afirmando para mim mesmo sua propriedade. Coisas que acontecem e que a gente tenta explicar, mas sem resultado positivo, foi exatamente o que aconteceu comigo no final de semana passado, 27 de agosto de 2006. Estava andando na moto do meu irmão, sempre faço isso nos finais de semana, dentro do condomínio em que ele mora em Cabo Frio, devagar, até porque não é possível correr por lá, fico horas assim, dando voltas (o condomínio é bem grande), pelo simples prazer de liberdade que a moto me oferece, o vento direto em meu rosto, aquela brisa fria vinda do mar, um cheiro gostoso de vida, adoro isso! Sempre que preciso sair do condomínio, coloco capacete e não pego nunca a estrada, vou pelas ruas laterais, de terra batida e sem movimento, muito mais seguro. No sábado, lá pelas 19:00 horas, eu estava indo guardar a moto quando meu irmão passou de carro e me alertou o fato de que a moto estaria quase sem combustível, me pedindo em seguida para abastece-la. Resolvi ir ao posto, sem antes colocar capacete nem roupa adequada, apenas fui diretamente para o posto. Como já estava escuro, resolvi pegar a estrada em vez da rua de terra. Já chegando ao posto de gasolina, de repente senti uma batida forte e apenas me lembro de cair com a cabeça no asfalto, logo em seguida uma gritaria, muito sangue e muita dor. Fui levado ao Hospital pelo carro do corpo de bombeiros e lá recebi os primeiros socorros. Muitas escoriações pelo corpo, nada de grave na cabeça e apenas um ferimento mais grave na mão esquerda.Fui transferido para um hospital do Rio de Janeiro onde fui operado e hoje me encontro em recuperação. Voltando ao meu texto anterior, a vida é mesmo muito curta e podemos abrevia-la ainda mais. Sei não sobre essa coisa de que não era minha hora, mas pelo sim, pelo não, faço como a Angélica da televisão, na falta de carro, vou de táxi, mas de moto, nunca mais.
Jose Carlos Cavalcante
Enviado por Jose Carlos Cavalcante em 29/08/2006
Código do texto: T228052
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Sobre o autor
Jose Carlos Cavalcante
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 56 anos
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Jose Carlos Cavalcante