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Eu acredito, e você?

      Se eu acredito? É claro que acredito. Por quê? Você não acredita? Se não acredita, deveria, pois, pelo menos tentar. Não há problema algum em acreditar. Conheço um monte de gente que acredita e por que justo você não vai acreditar.

      A vida prega peças. Faz a gente se confundir, se enganar e isso inclui: a si próprio e e aos outros, mas não por maldade. Eu já perdi as contas de quantas vezes me enganei e também às vezes que fui enganado. Imagine você num sábado à tarde, está nublado e acabou de desligar a televisão, ligou o rádio e a música que toca você gosta, então isso te faz bem, relaxa, distrai e tira o tédio que a televisão, que de vez em sempre te proporciona. Logo em seguida aquela música, vem uma outra que lhe causa uma sensação estranha, mas que você não entende o porquê, contudo, no meio da música você se dá conta que ela te lembra aquela pessoa de um passado razoavelmente distante, que não te fez mal, mas também não fez bem, enfim, uma incógnita sem precedentes pra matemático nenhum colocar defeito. Até pode ser exagero, que seja, mas naquele tempo a situação parecia estar entre nuvens, talvez até mais do que este sábado que eu pedi pra você imaginar. Pra que tantos rodeios só pra dizer que eu, você, e muitos aí já sentimos na pele o fato de ter gostado de alguém que também “pareceu” demonstrar que gostava, mas no fim não era nada disso. Eu me enganei, você se enganou, fulano se enganou, e todos nós fomos enganados? A pessoa também pode ter se enganado, ou não, que aliás, é de matar, ou melhor, pra matar!!! Exageros à parte, diria que tudo se resolve, só não sabemos quando, mas resolve. Pode ser até no mesmo dia, dependendo da situação e também se as personagens são bem decididas do que querem, afinal, um pode dizer não e o outro querer insistir que pode haver um sim e isso pode prolongar a resolução. O pior é quando nenhum dos dois se resolvem (nem incluo uma terceira pessoa, pois o tempo pode ser três vezes maior, ou não).

Acredito que colocar a vida como principal causadora de dilemas é uma tremenda injustiça, aliás, é a melhor maneira de não culpar ninguém, e aí acabando culpando a vida, fico até com dó dela, além de ser uma personagem que não existe, é também culpada. Nós somos responsáveis se os dilemas acontecem, todavia não sou tão cético a ponto de achar que certas coisas acontecem porque deviam acontecer, mas vale aquela máxima newtoniana: toda ação tem uma reação e nela eu acredito, também acredito que não adianta ter mágoa de uma pessoa só porque ela não quis nada contigo, ainda que ela diga que não quer ficar com alguém e que semanas depois você descobre que a pessoa está namorando firme e forte, em todo caso, as pessoas têm o direito da escolha, ainda que elas se arrependam, mas aí é outra história, enfim, eu acredito e você acredita?

02/09/06
Miguel Rodrigues
Enviado por Miguel Rodrigues em 03/09/2006
Código do texto: T231407
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Miguel Rodrigues
Barueri - São Paulo - Brasil, 33 anos
1432 textos (42637 leituras)
6 e-livros (1681 leituras)
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Miguel Rodrigues