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Povos da Floresta

Hoje assisti uma reportagem na TV cultura sobre um lider indigena chamado Ailton Krenak.
Ailton nasceu no Vale do rio Doce, Minas Gerais, em 1954. Os Krenak( como são chamados os indios da sua tribo) registravam uma população de cinco mil pessoas no início do século XX, número que se reduziu tanto que em um pressagio Ailton diz:"se continuar nesse passo, nós vamos entrar no ano 2000 com umas três pessoas". Felizmente isso não aconteceu. Contando com esforços também do próprio Ailton, os Krenak fecharam o século com 150 pessoas.Ailton migrou com seus parentes para o estado do Paraná. Alfabetizou-se aos , tornando-se a seguir produtor gráfico e jornalista.Na década de 1980 passou a se dedicar exclusivamente à articulação do moviemnto indígena. Em 1987, no contexto das discussões da Assembléia Constituinte, Ailton Krenak foi autor de um gesto marcante, logo captado pela imprensa e que comoveu a opinião pública: pintou o rosto de preto com pasta de jenipapo enquanto discursava no plenário do Congresso Nacional, em sinal de luto pelo retrocesso na tramitação dos direitos indígenas.Em 1988 participou da fundação da União das Nações Indígenas (UNI), fórum intertribal interessado em estabelecer uma representação do movimento indígena em nível nacional, participando em 1989 do movimento Aliança dos Povos da Floresta, que reúnia povos indígenas e seringueiros em torno da proposta da criação das reservas extrativistas, visando a proteção da floresta e da população nativa que nela vive.Nos últimos anos, Ailton se recolheu de volta à Minas Gerais e mais perto do seu povo.
Fiquei espantada com a desenvoltura na fala, dinamismo, coerencia, maturidade e sabedoria deste homem simples. Nunca havia ouvido falar nele.Pesquisei então na net e achei coisas maravilhosas. Discursos palestras, pensamentos e uma filosofia de vida impressionante.Mas uma coisa me chamou mais atenção. O fato de os índios viverem de uma maneira cíclica. Para eles nada é eterno. Nem mesmo suas casas que vez ou outra são refeitas. Mudam até mesmo o lugar das ocas.Ailton se espanta ainda hoje com nossa cultura, nosso modo de construir monumentos, cidades verticais que ele chama de "paliteiros".
Fiquei pensandoo motivo de tudo isso? Acho que os índios estão certos e pela primeira vez olhei pela janela e me assustei com o que vi...A vida é tão curta! Construimos para tanto tempo...Não vivemos metade da vida destes arranha céus... Adoro os programas da TV cultura.Tem um que chama "UM PÉ DE QUE?" Você já viu? É apresentado por Regina Casé, muito bom! Há vida inteligente no sábado á tarde na TV.

By Ellen Marreiro

emarreiro@sigmanet.com.br
   
Ellen Marreiro
Enviado por Ellen Marreiro em 07/09/2006
Reeditado em 08/09/2006
Código do texto: T235085
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Sobre a autora
Ellen Marreiro
Campinas - São Paulo - Brasil, 58 anos
26 textos (2416 leituras)
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Ellen Marreiro