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OLHOS INDISCRETOS

OLHOS INDISCRETOS


Eu escrevo qualquer coisa, o que vier à telha. Mesmo que seja pra falar de uma fedelha que eu vi receber um tapa na orelha de um estúpido cafajeste à moda do velho oeste, só porque lhe fez coçar a testa um olhar que a dita cuja deitou, assim,de esguelha, para um cara mais bonito que cruzou a sua vista. Assisti também, à boca da noite, numa praça onde eu estava sentado num banco, “olhando as modas” e descansando as pernas, um rapaz fazer com uma moça que ficou toda sem graça, quando na ânsia do namoro, melhor, do arrocho, enfiou a mão blusa a dentro para acariciar os seios salientes, e depois, não satisfeito, na calcinha enfiou a outra mão cobiçosa e indecente para explorar o que ela guardava, enquanto a boca faminta quase comia todo o rosto da guria, e a língua futucava todas as cavidades que alcançava, deixando a coitada na dúvida, usando o jargão popular, se dava ou descia, se rejeitava ou cedia. Àquela altura, eu acho, a parte dela que estava no claro não queria enquanto a que estava no escuro com prazer se entregava e retribuia.
Mario Rezende
Enviado por Mario Rezende em 22/09/2006
Código do texto: T246369

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Sobre o autor
Mario Rezende
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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