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Justiça



Cega e caduca, mal das pernas, lenta, lenta, lá vai ela.
Em processo, ela caminha, arrastando velhas muletas.
Vivemos num País, onde os pequenos sobrevivem por sorte.
Não temos pena de morte, senão, viveríamos numa rinha:
Só morreria ladrão de galinha.
Haja óleo de peroba, para encerar a cara do cinismo!
E viva o nepotismo, enquanto crescem as filas do
Desemprego.
O básico é a cesta básica: Muita farinha e fubá, que o que dá para comprar, e nas câmaras, longe das câmeras, continua rolando o “jabá”.
Como falar que o básico é a educação, enquanto a burrice de gravata abre a boca em bravatas, com as mãos no mensalão?
E, lá vai ela, cega e caduca, dobrando as esquinas, em meio às propinas.
Não vê, não ouve, nem sente, sentenciando inocentes a assistir de mãos algemadas as CPI’s que não dão em nada.
O silêncio come, faz tempo, desde a época do império, mas
Só dizem impropérios, quando algum “anjo” deixa o rabo de fora.
Então, a incauta senhora, apresenta seus representantes eloqüentes, dizendo não ser conivente com o mau cheiro exalado.
Mas esta sabida senhora sabe que o povo não entende direito
os decretos estabelecidos.
Assim, seguem-se os comensais e os urubus comendo mais, no banquete dos eleitos.
Arlete de Andrade
Enviado por Arlete de Andrade em 23/09/2006
Código do texto: T247386
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Sobre a autora
Arlete de Andrade
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 52 anos
16 textos (1743 leituras)
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Arlete de Andrade