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Pelo trash libertário!

Descobri que sou piegas. Olha o que achei em um caderno: A visão de rosas mortas é insuportável para mim. Gostaria de colocar aspas nesta frase, mas infelizmente ela é minha. Chega um ponto em que temos vontade de escrever tudo que pensamos. Aí vem isso.

Ah, essa tênue linha que faz um desconhecido ser brega e um grande nome ser lírico. Essa fina fronteira que transforma canções americanas em declarações de amor e suas traduções em chacota.
Desculpe, não consigo evitar: São como a linha que separa o amor do ódio! Ah, eu escrevi isso – é libertário! Como falar palavrão, cantar música brega e se declarar com ela.
“I say I’m free, to do what I want, any time!”
Meu esmalte vermelho lascado, minha bermuda florida, meu cd da Donna Summer, Ave!
Kitsch é o nome de brega envergonhado. Trash é nome de brega com especial gosto por coisas mal feitas, sendo ou não pensadas. Eu gosto de músicas mal feitas! Outro dia descobri que eu gosto de uma música do Sandy e Júnior e que eu não gosto de ópera porra nenhuma!
“Batatinha quando nasce...
Meu coração por ti gela...
Amor, I love you”
Filme mal feito não há melhor piada. Me envergonhar, que nada. Sou uma kitsch assumida, brega mal passada, trash assanhada!

feita em 2004,I guess
desafinada
Enviado por desafinada em 30/09/2006
Código do texto: T253217
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Sobre a autora
desafinada
São José - Santa Catarina - Brasil, 35 anos
62 textos (3123 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 03/12/16 22:22)
desafinada