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Reler Nossos Sonhos de Infância

Muitos de nós nos encontramos desgostosos com a vida que levamos, a atividade profissional que exercemos e etc...

Há, como era bom o meu tempo de criança, onde brincar e sonhar eram as tarefas diárias. Eu sonhava muito, queria ser astronauta e descobrir a cerca das coisas que me admiravam; o que havia lá nas estrelas, quem morava lá, porque meu cão não falava... Eu queria também ter “super poderes” e ajudar os aflitos e necessitados.

Um dia fiquei sabendo que era uma tal de “utopia” todos que sonhavam com tal conseguirem desbravar o universo e que –Super poder?! Quá, quá, quá! Só nos desenhos da televisão!

Crescemos e nossos sonhos mudam. Lançamo-nos a buscar talvez uma ostentosa casa, um luxuoso carro, grifes famosas e caras, status... e um emprego que satisfaça mais aos olhos dos outros do que as nossas verdadeiras necessidades como seres humanos em fase de aperfeiçoamento.

Muito do nosso sofrimento é causado pela ilusão de que a felicidade está na acumulação do material, na aquisição do “mais bom” e do “mais melhor”, cegando-nos ao que realmente nos proporciona bem estar e real realização.

Releiamos nossos sonhos de infância hoje e os observemos sob nova óptica.
Mesmo não sendo um astronauta, posso ainda assim perscrutar o desconhecido, o admirável, as estrelas, os diversos mundos, estudar a física(...), quem sabe ser professor desta matéria... e que o poder, o poder de ajudar os aflitos e necessitados; que muitas vezes sofrem e padecem porque ignoram, este existe sim e está no conhecer, no instruir-se, no abnegar-se, na sinceridade, na devoção, na compaixão, no gesto amigo e desinteressado.

Quem sabe possamos sim fazer o que sempre gostaríamos, o que é a nossa cara! O que nos da prazer e alegria de levantar todos os dias! Nem que para isto tenhamos que morar numa casa mais simples, ter um carro razoável, usar roupas mais baratas.

Há, quão necessário e generoso é o tempo presente, onde encontro a oportunidade de prover as minhas reais necessidades; aquelas de que peso algum exercem, de forma tátil alguma se expressam, que não perdemos nem nos podem usurpar, que o tempo nenhum efeito exerce, mas que servem de base para uma elaboração cada vez mais excelsa e perfeita.
Jorge Eduardo Rodrigues
Enviado por Jorge Eduardo Rodrigues em 08/10/2006
Reeditado em 08/10/2006
Código do texto: T259627
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Sobre o autor
Jorge Eduardo Rodrigues
Taquara - Rio Grande do Sul - Brasil, 32 anos
2 textos (87 leituras)
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Jorge Eduardo Rodrigues